20 de Abril de 2026

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Saúde - 14/01/2022

Ensaio clínico de vacina brasileira contra Covid-19 começa em Salvador

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Foto: Reprodução

Com tecnologia que poderá servir contra outras doenças, candidata a imunizante terá segurança e eficácia investigadas nas fases 1, 2 e 3, que durarão cerca de um ano

O passo inaugural nos ensaios clínicos da vacina brasileira RNA MCTI CIMATEC HDT contra a Covid-19 foi dado nesta quinta-feira (13) na sede do Senai Cimatec, em Salvador. A aplicação da primeira dose da candidata à imunizante marca o início da fase 1 do estudo, que investigará a segurança dessa fórmula.

 

A vacina é desenvolvida por pesquisadores do Senai em parceria com a empresa norte-americana HDT Bio Corp e com a Rede MCTI, comitê de especialistas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações contra viroses emergentes. 

 

A tecnologia, que será transferida da HDT Bio Corp para o Senai, utiliza uma formulação lipídica chamada LION e um replicador de RNA como princípio ativo que é responsável por codificar a proteína spike do Sars-CoV-2. Uma vez no organismo, o repRNA pode se reproduzir e gerar o RNA mensageiro pelo corpo humano, que ensina o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

 

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De acordo com o infectologista e professor do Senai Cimatec, Roberto Badaró, serão testadas três concentrações de dose. “Diante da plataforma tecnológica da vacina, o que a gente espera é que esta seja uma vacina de dose única, já que pequenas concentrações se mostraram capazes de promover uma alta resposta imune”, afirma a farmacêutica Bruna Machado, líder técnica do projeto no Senai, em comunicado enviado à imprensa. “Além disso, a expectativa é que essa vacina possa proteger contra todas as variantes da Covid-19 existentes até o momento”, complementa Badaró.

 

 

Outra expectativa dos pesquisadores é que a tecnologia do imunizante RNA MCTI CIMATEC HDT possa ser utilizada na produção de vacinas contra outras enfermidades, como a dengue, febre amarela e até o câncer. “O impacto na morbidade das doenças que avassalam a humanidade vai ser muito grande”, comemora o infectologista.

 

A tecnologia, que será transferida da HDT Bio Corp para o Senai, utiliza uma formulação lipídica chamada LION e um replicador de RNA como princípio ativo que é responsável por codificar a proteína spike do Sars-CoV-2. Uma vez no organismo, o repRNA pode se reproduzir e gerar o RNA mensageiro pelo corpo humano, que ensina o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

 

De acordo com o infectologista e professor do Senai Cimatec, Roberto Badaró, serão testadas três concentrações de dose. “Diante da plataforma tecnológica da vacina, o que a gente espera é que esta seja uma vacina de dose única, já que pequenas concentrações se mostraram capazes de promover uma alta resposta imune”, afirma a farmacêutica Bruna Machado, líder técnica do projeto no Senai, em comunicado enviado à imprensa. “Além disso, a expectativa é que essa vacina possa proteger contra todas as variantes da Covid-19 existentes até o momento”, complementa Badaró.

 

Outra expectativa dos pesquisadores é que a tecnologia do imunizante RNA MCTI CIMATEC HDT possa ser utilizada na produção de vacinas contra outras enfermidades, como a dengue, febre amarela e até o câncer. “O impacto na morbidade das doenças que avassalam a humanidade vai ser muito grande”, comemora o infectologista.

 

Fotos: Reprodução

 

Se tiver a aprovação na fase 1, que contará com 90 voluntários entre 18 e 55 anos, o imunizante seguirá para os ensaios de fase 2, com 400 pessoas. Com bons resultados, o estudo poderá, então, chegar à fase 3, em que são esperados de 3 a 5 mil participantes. Os testes devem durar em torno de um ano.

 

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Para o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, os ensaios clínicos da candidata brasileira representam um importante papel na inovação tecnológica brasileira, potencializado pela cooperação internacional. “Parcerias como essa ajudam a construir novos caminhos para a saúde pública, com a capacidade de fabricar vacinas e medicamentos no Brasil, dando à população maior acesso ao que tem de mais moderno”, diz o economista, que também é diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

Fonte: Revista GALILEU

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