Estudos recentes detalham que a presença feminina está associada à redução de acidentes, menor sobrecarga de trabalho e ambientes mais saudáveis
As companhias com maior presença de mulheres em posições executivas registram índices melhores de segurança no ambiente de trabalho, segundo novo levantamento realizado pelas Universidade de Melbourne, da Lingnan e da Cidade de Hong Kong. O levantamento acompanhou 1.188 empresas ao longo de 19 anos, considerando infrações de segurança com multas superiores a US$ 5 mil (cerca de R$ 26 mil) e identificou que, nas que possuem mulheres em cargos mais altos, há 14,3% menos chances de sofrer violações de segurança, acidentes e penalidades financeiras.
Além disso, quando as infrações ocorriam, tendiam a ser menos graves. As penalidades aplicadas às empresas lideradas por mulheres eram, em média, 13,9% menores.
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O motivo pelo qual os riscos são reduzidos

Foto: Reprodução/Google
O efeito foi ainda mais positivo em empresas com investidores institucionais comprometidos com a pauta da diversidade de gênero. Segundo os pesquisadores, essa realidade cria um ambiente mais atento à gestão de riscos e proteção dos trabalhadores. O estudo também buscou entender por que empresas lideradas por mulheres tendem a ser mais seguras, o que se constatou ser a carga de trabalho. Os funcionários relataram rotinas menos extenuantes, o que reduz o risco de falhas humanas e o descumprimento de procedimentos.
A sobrecarga, segundo os pesquisadores, compromete a capacidade dos trabalhadores de seguir as normas de segurança, avaliar riscos e manter o bem-estar. Nesse caso, a flexibilização ajuda a reduzir o estresse ao longo da jornada de trabalho.
A importância da segurança no trabalho
Os impactos vão além da precaução em relação a acidentes. Segundo o levantamento, ambientes de trabalho mais seguros reduzem o número de faltas no trabalho, diminuem gastos com indenizações e multas, melhoram a produtividade e fortalecem o engajamento das equipes. Só em 2023, trabalhadores americanos perderam mais de 100 milhões de dias de trabalho por causa de lesões ocupacionais, de acordo com o Conselho Nacional de Segurança dos EUA. Gerando, nesse cenário, custos indiretos para os empregadores de cerca de R$ 81,7 bilhões.
Isso inclui o valor do tempo de trabalho perdido para investigar e redigir relatórios de lesões, além de realizar tarefas administrativas como a indenização trabalhista, custo de contratação e treinamento de trabalhadores substitutos e o pagamento de horas extras a trabalhadores não lesionados para cobrir as ausências.
Fonte: com informações IstoÉ
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