Comparando com as eleições de 2020, o número de mulheres eleitas no primeiro turno caiu drasticamente
As eleições municipais de 2024 mostraram uma queda significativa na participação feminina em cargos eletivos, principalmente no cargo de vereadora, mas com um leve crescimento no número de prefeitas eleitas. No primeiro turno, 15 capitais brasileiras ainda não definiram suas prefeituras, e a votação para o segundo turno acontecerá no próximo dia 27 de outubro.
Queda no número de mulheres eleitas
Comparando com as eleições de 2020, o número de mulheres eleitas no primeiro turno caiu drasticamente. Em 2020, 9.964 mulheres foram eleitas para os cargos de prefeita ou vereadora, enquanto em 2024 esse número foi de 4.827, uma queda de 48,4%. A maior redução ocorreu entre as vereadoras: de 9.298 eleitas em 2020 para apenas 4.117 neste ano, representando uma diminuição de 55%.
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Prefeitas eleitas em 2024

Ministra Cármen Lúcia, compareceu para exercer o direito ao voto.
Por outro lado, houve um leve aumento no número de prefeitas eleitas no primeiro turno de 2024. O total subiu de 666 em 2020 para 710, um crescimento de 6,6%. No entanto, nenhuma mulher conseguiu ser eleita prefeita nas capitais brasileiras no primeiro turno.
Mulheres no segundo turno

Fotos: Reprodução/Google
Mesmo sem prefeitas eleitas nas capitais no primeiro turno, sete candidatas seguem na disputa em cidades importantes como Curitiba, Porto Alegre, Aracaju, Natal, Campo Grande, Palmas e Porto Velho. Em Campo Grande (MS), a disputa é exclusiva entre mulheres: Adriane Lopes (PP), com 31,67% dos votos, e Rose Modesto (União), com 29,56%. A decisão em todas essas capitais será determinada no segundo turno.
Desafios à participação feminina
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, lamentou a baixa participação feminina, especialmente nas capitais, destacando que mais de 52% do eleitorado brasileiro é composto por mulheres. Ela ressaltou a importância de avançar na equidade de gênero na política, em meio à constatação de que as mulheres continuam sub-representadas em cargos de poder.
O cenário reflete desafios históricos enfrentados pelas mulheres para conquistar espaço na política, mesmo com avanços pontuais, como o aumento no número de prefeitas eleitas.
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