30 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Internacional - 17/12/2025

Dubai aposta no sol para garantir o futuro da água e redefine o debate global sobre segurança hídrica

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

O investimento total gira em torno de AED 3,3 bilhões, aproximadamente US$ 900 milhões.

Dubai acaba de sinalizar um divisor de águas no debate internacional sobre segurança hídrica, transição energética e resiliência climática. A cidade avança na construção da Hassyan Seawater Desalination Plant, projeto que caminha para se tornar a maior usina de dessalinização do mundo movida exclusivamente por energia solar, combinando tecnologia de ponta, governança estratégica e visão de longo prazo.

 

Desenvolvida pela Dubai Electricity and Water Authority (DEWA), em parceria com a ACWA Power, a planta está localizada a cerca de 55 quilômetros do Dubai Creek e utilizará osmose reversa de alta eficiência para produzir até 818 mil metros cúbicos de água potável por dia. Esse volume é suficiente para abastecer aproximadamente 2 milhões de pessoas, em uma das regiões mais áridas do planeta.

 

Mais do que escala, o projeto chama atenção pelo desempenho energético. O consumo estimado é de 2,9 kWh por metro cúbico, cerca de 35% mais eficiente do que plantas convencionais de dessalinização. Em termos práticos, isso significa produzir água em escala urbana com uma redução expressiva no uso de energia e nas emissões de carbono associadas a um dos processos industriais mais intensivos do mundo.

 

Veja também 

 

Trump anuncia bloqueio de 'petroleiros sancionados' que entrem ou saiam da Venezuela

O sangue manchou a areia: tragédia em uma praia da Austrália interrompe celebração e vidas marcadas pela história

 

A Hassyan opera sob o modelo de Produtor Independente de Água (Independent Water Producer – IWP), com contrato de 30 anos. Nesse arranjo, a ACWA Power é responsável pela construção, financiamento e operação da usina, enquanto a DEWA garante a compra da água produzida. O investimento total gira em torno de AED 3,3 bilhões, aproximadamente US$ 900 milhões.

 

O cronograma prevê o início das operações em 2026, com capacidade total alcançada em 2027. O projeto já entrou para a história ao registrar um dos menores custos de água dessalinizada do mundo, com preço nivelado inferior a US$ 0,40 por metro cúbico, estabelecendo um novo parâmetro global para o setor.

 

Foto: Reprodução/Google

 

Esse avanço não ocorre de forma isolada. A usina está integrada à estratégia energética de Dubai e se conecta diretamente ao Mohammed bin Rashid Al Maktoum Solar Park, um dos maiores complexos solares do planeta. O objetivo do emirado é ambicioso: alcançar 100% de energia limpa até 2050, ao mesmo tempo em que fortalece sua segurança hídrica de longo prazo.

 

O ponto central do projeto vai além da produção de água. Trata-se de resiliência climática, de redução da dependência de combustíveis fósseis e da demonstração concreta de que desenvolvimento econômico e sustentabilidade não precisam caminhar em lados opostos. A Hassyan representa uma mudança estrutural de mentalidade sobre como cidades podem enfrentar escassez hídrica em um cenário de mudanças climáticas e crescimento populacional. Para regiões costeiras, áridas ou sob forte pressão hídrica, o recado é claro: o futuro da água não precisa estar atrelado ao petróleo, ao gás ou à instabilidade climática. Ele pode, e deve, ser movido pelo sol.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 
 

Fontes:
Dubai Electricity and Water Authority (DEWA) – Comunicados oficiais sobre o projeto Hassyan SWRO e estratégia de energia limpa
Veolia – Informações técnicas sobre eficiência energética e tecnologia de osmose reversa
 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.