07 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 09/07/2024

Dra. Vânia Santos: A Voz da Ciência e do Empoderamento Feminino na Amazônia

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Foto: Reprodução/Portal Mulher Amazônica

Dra. Vânia Santos possui um currículo acadêmico que reflete sua dedicação e paixão pelo ensino e pela pesquisa.

O Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast tiveram a honra de entrevistar a renomada Dra. Vânia Maria Nunes dos Santos, uma cientista social com uma trajetória acadêmica impressionante e um compromisso notável com a educação, o meio ambiente e as políticas públicas.

 

Dra. Vânia Santos possui um currículo acadêmico que reflete sua dedicação e paixão pelo ensino e pela pesquisa. Ela tem um Mestrado em Educação pela Faculdade de Educação da USP, com especialização em Didática, Teorias de Ensino e Práticas Escolares.

 

Seu Doutorado foi realizado no Instituto de Geociências da UNICAMP, na área de Ensino e História de Ciências da Terra, onde sua tese foi premiada pela CAPES na área de Ensino de Ciências e Matemática. Dra. Vânia é professora colaboradora permanente no Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra da UNICAMP e no Programa de Pós-Graduação em Geociências da UFAM. Além disso, ela possui três pós-doutorados:

 

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-  Educação: Focado no estudo do ambiente com tecnologias geoespaciais e nas contribuições à formação de professores e cidadania.
-  Ciência Ambiental: Explorando a aprendizagem social e a educação para geoconservação e sustentabilidade.
-  Ensino de Geociências: Investigando metodologias participativas para o ensino em Geociências.

 

Com uma paixão inegável pela educação ambiental, Dra. Vânia Santos oferece assessoria e consultoria técnica para projetos e programas de educação ambiental, mobilização social e formação de professores. Sua dedicação vai além das salas de aula e laboratórios, alcançando a sociedade através de iniciativas que visam a sustentabilidade e a conscientização ambiental.

 

Durante a entrevista, Dra. Vânia compartilhou suas visões sobre a importância da educação e do engajamento comunitário na promoção de um futuro sustentável. Ela destacou como sua trajetória pessoal e profissional é movida pelo desejo de fazer a diferença no mundo e inspirar outros a seguirem caminhos semelhantes.

 

Paixão pelo Amazonas e Festival de Parintins

 

 

 

Apaixonada pelo Amazonas, Dra. Vânia Santos esteve recentemente no grande Festival de Parintins, um evento cultural singular que celebra a rica herança da região. Ela encorajou todos a vivenciar essa festa única, ressaltando a magia e a autenticidade das celebrações que envolvem música, dança e a vibrante disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido. Segundo Dra. Vânia, o Festival de Parintins é uma manifestação cultural que vai além do entretenimento, sendo um verdadeiro testemunho da resiliência e criatividade do povo amazônico.

 

Durante sua visita em Manaus, Dra. Vânia parabenizou Maria Santana, idealizadora do Portal Mulher Amazônica, por seu trabalho pioneiro em dar voz e representatividade às mulheres da região. Ela destacou a importância do empoderamento feminino em todas as áreas, construindo pontes para que as mulheres sejam protagonistas de suas próprias vidas. “Maria Santana tem sido uma força motriz na luta pela igualdade de gênero, abrindo espaço para que as mulheres amazônicas possam se expressar e reivindicar seus direitos,” afirmou Dra. Vânia.

  

Ciência e Comunidade

 

 

Ela também mencionou como sua paixão pela educação e pela pesquisa sempre se entrelaçaram, tornando seu trabalho prazeroso e significativo. Dra. Vânia vê seu papel no Programa de Pós-Graduação da UFAM como uma oportunidade de empoderar outras mulheres através da academia. “A pesquisa e a universidade podem contribuir imensamente para o empoderamento feminino. Trabalhar aqui no Amazonas me permite dialogar com a comunidade e levar o conhecimento acadêmico para além dos muros da universidade,” afirmou.

 

Dra. Vânia explicou o conceito de "ciência cidadã", onde a academia está sempre em diálogo com a comunidade, trocando conhecimentos de forma enriquecedora. Ela mencionou como este diálogo é fundamental para a integração de conhecimentos empíricos, como os das mulheres quilombolas, indígenas e caboclas, com o conhecimento científico. “O conhecimento empírico não está dissociado do científico. Há uma troca essencial de saberes que beneficia ambos os lados,” destacou.

 

Geoparque em Presidente Figueiredo

 

 

 

Outro ponto alto da conversa foi sobre o projeto Geoparque Cachoeiras do Amazonas, em Presidente Figueiredo, o primeiro da região norte do Brasil. Para a UNESCO, os geoparques são áreas geográficas únicas e unificadas, onde os locais e paisagens de significado geológico internacional são gerenciados com um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.

 

Os geoparques são reconhecidos mundialmente por promoverem a conservação do patrimônio geológico, oferecendo uma estratégia de desenvolvimento sustentável que beneficia diretamente as comunidades locais. Eles englobam geossítios de grande relevância, que são protegidos e promovidos de maneira que a população possa compreender e valorizar esses espaços. Em diversos países, os geoparques têm se mostrado eficazes na promoção do turismo sustentável, gerando emprego e renda para as comunidades, além de incentivarem a educação ambiental e científica.

 

No Brasil, a implantação de geoparques tem ganhado força, especialmente com o Geoparque Araripe, no Ceará, que foi o primeiro do país a receber o reconhecimento da UNESCO. Este geoparque serve como um modelo de como a valorização do patrimônio geológico pode ser uma alavanca para o desenvolvimento regional. Ele tem contribuído significativamente para a economia local através do turismo e da venda de artesanato, ao mesmo tempo em que promove a educação e a conscientização ambiental entre moradores e visitantes.

 

 

 

Especificamente para a região Norte, o Geoparque de Presidente Figueiredo será uma iniciativa pioneira com um potencial transformador. Dra. Vânia destacou que a criação do geoparque trará grandes benefícios para a região, como a valorização do artesanato local, da gastronomia, a pesca sustentável e o geoturismo ecológico, unindo conservação e educação. Além de gerar emprego e renda, o projeto visa promover a inclusão social e a conscientização ambiental. É uma iniciativa que busca reordenar o território, preservando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida para as comunidades locais.

 

Dra. Vânia reforçou que a vivência e as tradições dos povos originários detêm um conhecimento inestimável. Ela acredita que a pesquisa científica, combinada com o saber empírico dessas comunidades, agrega valores fundamentais para compreender o verdadeiro sentido da vida. "O conhecimento empírico dos povos indígenas, quilombolas e caboclos é um recurso valioso que, junto com a pesquisa científica, pode criar soluções inovadoras para os desafios ambientais e sociais da região," afirmou Dra. Vânia.

 

A implantação do geoparque também envolve uma conscientização ambiental profunda. Dra. Vânia enfatizou a necessidade de educar a população sobre os impactos ambientais e a importância da preservação dos recursos naturais. "O desequilíbrio ambiental que vemos hoje precisa questionado em busca de soluções. Um geoparque pode ser uma maneira de reorganizar o território de forma sustentável, promovendo a conservação ambiental e oferecendo condições para a qualidade de vida para todos," disse ela.

 

 

 

Dra. Vânia explicou ainda que o Geoparque de Presidente Figueiredo será um marco para a inclusão social na região. Além de atrair turistas, o projeto envolverá a comunidade local em todas as etapas, desde a elaboração até a gestão. Isso garantirá que os benefícios do geoparque sejam amplamente distribuídos, promovendo um desenvolvimento mais equitativo e sustentável.

 

"Este projeto é uma oportunidade única para mostrar ao mundo as riquezas naturais e culturais do Amazonas. Ele pode servir como um modelo para outras regiões do Brasil e do mundo, demonstrando como a ciência e o conhecimento tradicional amazônico podem trabalhar juntos para criar um futuro sustentável," concluiu Dra. Vânia.

 

A importância dos geoparques vai além da preservação ambiental; eles representam uma esperança de desenvolvimento econômico e social para as comunidades locais, promovendo um turismo responsável e uma maior consciência sobre a necessidade de proteger nosso planeta. O Geoparque de Presidente Figueiredo promete ser um exemplo brilhante dessa integração entre ciência, comunidade e desenvolvimento sustentável.

 

O Programa de Pós-Graduação em Geociências da UFAM, bem como o Programa de Pós-Graduação em Ensino e História da Terra do Instituto de Geociencias da Unicamp (ambos com a colaboração da Dra. Vânia), vem contribuindo com estudos na referida região, com destaque para a participação de mulheres pesquisadoras, dentre as quais a Professora cita a pesquisa de sua orientanda de doutorado, a geóloga Maria Rosaria do Carmo, professora da UFAM.

 

Impacto do Portal Mulher Amazônica

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Dra. Vânia reconheceu o papel crucial do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast como plataformas de diálogo e empoderamento. "Essas iniciativas são fundamentais para promover a visibilidade das mulheres amazônicas, suas lutas e conquistas. É essencial que as histórias dessas mulheres sejam contadas e ouvidas, inspirando novas gerações a se envolverem ativamente na construção de uma sociedade mais justa e igualitária."

 

A vida das mulheres na região amazônica, especialmente das ribeirinhas, é marcada por desafios significativos. Muitas delas vivem em comunidades isoladas, onde o acesso à educação, saúde e oportunidades de trabalho é extremamente limitado. No entanto, essas mulheres demonstram uma força de vontade extraordinária para serem ouvidas e atuarem de forma a conquistarem conhecimento e autonomia. Elas enfrentam dificuldades como a falta de infraestrutura, longas distâncias para acessar serviços básicos e a pressão de uma sociedade que, muitas vezes, ainda carrega traços de desigualdade de gênero.

 

As ribeirinhas, em particular, vivem uma realidade que combina a beleza natural da Amazônia com as adversidades cotidianas. Elas desempenham um papel vital na sustentação de suas comunidades, cuidando da família, participando da agricultura e da pesca, e preservando as tradições culturais. Apesar das dificuldades, essas mulheres estão cada vez mais determinadas a buscar oportunidades de educação e capacitação que lhes permitam melhorar suas vidas e as de suas famílias.

 

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A entrevista com Dra. Vânia Santos foi um lembrete poderoso da importância de empoderar as mulheres na Amazônia através da educação e da ciência. Seu compromisso com a inclusão social e a sustentabilidade serve de inspiração para todas as mulheres da região. O Portal Mulher Amazônica, sob a liderança de Maria Santana, continua a ser uma plataforma crucial para dar voz às mulheres e promover mudanças positivas. Que as histórias e realizações de mulheres como Dra. Vânia Santos inspirem cada vez mais pessoas a lutar por um futuro melhor, onde o conhecimento é compartilhado e gera benefícios para toda a sociedade. Através do empoderamento feminino, da valorização do conhecimento tradicional e da integração com a pesquisa científica, é possível construir uma Amazônia mais justa, sustentável e inclusiva.

 

Fonte: com informações do Portal Mulher Amazônica
 

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