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Mulher na Política - 17/11/2024

Distribuição de renda é a chave para a paz, diz Tawakkul, Nobel de 2011

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Foto: Divulgação

"Temos que diminuir o vazio entre os países ricos e os países pobres. A igualdade é a chave para a paz", diz Tawakkul Karman, Nobel da Paz. Ela chamou Lula de "herói daqueles que lutam pela justiça social"

A iemenita Tawakkul Karman, Nobel da Paz em 2011, defendeu que a desigualdade social e a má distribuição de renda são pilares do estado permanente de guerra em que se encontra o mundo. "Atritos locais fazem escalar os conflitos mundiais" disse ela, durante a cerimônia de encerramento do G20 Social, na manhã deste sábado, no Rio de Janeiro. "Temos que diminuir o vazio entre os países ricos e os países pobres. A igualdade da humanidade é a chave para a paz", afirmou. Ela lembrou que as diferenças entre pobres e ricos vêm aumentando no mundo.

 

No mesmo palco onde se encontravam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoridades do Governo Federal e lideranças de movimentos sociais de todo o mundo, Tawakkul disse estar "otimista e feliz" com os resultados que o G20 Social pode produzir, e parte dessa confiança, segundo ela, se deve ao fato de que o encontro tem a liderança de Lula.


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Foto: Reprodução/Google

 

Ela disse que as mudanças climáticas e seus efeitos, a ineficácia das atuais instituições multilaterais, a opressão crescente no mundo, além das desigualdades socioeconômicas, são os obstáculos para um mundo melhor. "Existe a falta de uma governança global eficiente. Se quisermos proteger a paz global, nós precisamos tratar de todas essas quatro questões", disse.

 

A ativista destacou a desigualdade econômica entre os povos como obstáculo maior à paz. "Os líderes que vão se reunir aqui no Rio para o G20 têm a riqueza. Eles têm de assumir a responsabilidade de estreitar a brecha entre países ricos e países pobres. Eles têm de assumir a responsabilidade de distribuir a riqueza. Assim, poderemos inaugurar uma paz duradoura", disse.

 

Sobre a reforma das instituições multilaterais, defendida pelo Brasil, ela afirmou que o poder de veto de cinco países no Conselho de Segurança da ONU é uma mostra da desigualdade. "Esses cinco representam a desigualdade". Estados Unidos, China, França, Inglaterra e Alemanha são os detentores do direito de veto no Conselho de Segurança.

 

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No encerramento de seu discurso, após conclamar os líderes do G20 a resolverem problemas, e não criá-los, Tawakkul Karman dirigiu-se a Lula: "Eu tenho muito orgulho do senhor. O senhor é o herói daqueles que lutam pela justiça social. O senhor - e olha, eu nunca disse isso para nenhum presidente do mundo - eu quero transmitir ao senhor o agradecimento daqueles que lutam pela justiça social. O senhor nos representa e então, por favor, seja forte". Ela destacou a posição adotada por Lula na defesa do povo palestino e dos povos árabes contra "o genocídio promovido por Israel".


Fonte: com informações da agência gov

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