A protagonista se envolve em relações sexuais com homens e mulheres em vários locai
"Emmanuelle" é um dos clássicos dos filmes eróticos. Lançado em 1974, hoje ele tem um tom bastante ultrapassado. Dirigido pelo francês Just Jaeckin e estrelado pela atriz holandesa Sylvia Kristel, o longa —baseado em um romance homônimo de 1967— acompanha a esposa de um diplomata francês, de 19 anos, em uma visita à Tailândia.
A protagonista se envolve em relações sexuais com homens e mulheres em vários locais, incluindo um avião. No entanto, nem todas as suas experiências são consensuais: ela é estuprada em um antro de ópio, e logo depois tem relações sexuais com um homem que a "ganhou" em uma luta.
Agora, em 2025, o filme ganha uma nova versão, dessa vez pelas mãos de Audrey Diwan, premiada com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2021 pelo filme "O Acontecimento". O longa é sobre a jornada de uma jovem para conseguir um aborto na França em 1963, quando o procedimento ainda era ilegal no país —algo que só mudou em 1975.
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"Emmanuelle" de Diwan chega aos cinemas brasileiros na primeira edição do Festival de Cinema Europeu Imovision, que começou nesta quinta-feira com sessões espalhadas pelo país até o dia 30 deste mês.
Em entrevista a Splash, a diretora francesa rejeita a ideia de que seu filme é uma simples releitura do filme original. "Não é um reboot —ou, se for, é um reboot acidental", brinca. À reportagem, ela revela que nem mesmo assistiu ao filme de 1974 em sua totalidade. "Só vi os primeiros 10 minutos. Aí senti que não era o público. Fiquei entediada, desliguei a TV.".
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Fotos: Reprodução/Google
Não sei quase nada sobre o filme, e o que sei, me parece muito problemática e um motivo para não ir até o final: há uma cena de estupro considerada emocionante. Não verei cena de estupro, realmente, não é para mim.
Audrey Diwan, a Splash
Na versão da diretora, a narrativa questiona as narrativas tradicionais sobre sexualidade, especialmente as que reduzem a mulher a um objeto de desejo masculino. Para ela, "Emmanuelle" é um convite à honestidade. "Quero que as pessoas saiam do cinema pensando: o que é prazer, afinal? E quem decide como ele deve ser vivido?"
Fonte: com informações Uol
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