07 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Direitos da Mulher - 19/09/2024

DESIGUALDADE SALARIAL: Mulheres ganham 20,7% a menos que homens no brasil, segundo governo

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Disparidade aumentou desde o início deste ano; em março, a diferença era de 19,4%

A disparidade salarial entre homens e mulheres aumentou desde o início do ano, com as mulheres recebendo, em média, 20,7% a menos que os homens no setor privado brasileiro. As informações são do g1.

 

Os dados foram divulgados na quarta-feira, 18,  pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em março, a diferença era de 19,4%.O relatório revela que a desigualdade é ainda mais acentuada para mulheres em cargos de liderança e gerência. Neste nível, elas ganham apenas 73% do salário dos homens que ocupam posições semelhantes, representando uma redução de 27% em relação ao que seria esperado em uma situação de equidade salarial.

 

O levantamento abrange 18 milhões de trabalhadores em 50.692 empresas com 100 ou mais empregados. A remuneração média nessas empresas é de R$ 4.125. No entanto, essa média oculta variações significativas relacionadas a gênero e raça.

 

Veja também 

 

Ministério do Trabalho publica IN sobre igualdade salarial entre homens e mulheres

Pena de Feminicídio aumentada para 40 anos: um marco no combate à violência de gênero

Veja a média salarial agrupada por gênero e raça:

 

 

 

- Mulheres negras: R$ 2.745,76
- Mulheres não negras: R$ 4.249,71
- Mulheres (geral): R$ 3.565,48
- Homens negros: R$ 3.493,59
- Homens não negros: R$ 5.464,29
- Homens (geral): R$ 4.495,39

 

Em termos práticos, as mulheres negras recebem:

 

 

 

- 35,38% a menos que as mulheres não negras
- 21,4% a menos que os homens negros
- 49,75% a menos que os homens não negros, o que equivale a quase metade do salário deles

 

Juntamente com a divulgação dos dados, o governo lançou um Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Homens e Mulheres.O plano inclui 79 ações distribuídas em três eixos para promover a equidade, como a capacitação de mulheres jovens e a inclusão do tema nas negociações sindicais.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O relatório do Ministério do Trabalho e Emprego também aponta uma dificuldade estrutural na obtenção de dados mais precisos devido à baixa presença de mulheres negras no mercado de trabalho e à escassez de mulheres em cargos de liderança.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Segundo o documento:

 

Em 42,7% dos estabelecimentos pesquisados, menos de 10% da folha salarial era composta por mulheres negras ou pardas.Em 53% dos estabelecimentos, mesmo com mais de 100 empregados, não havia pelo menos três mulheres em cargos de direção e chefia para permitir uma comparação salarial adequada. 

 

Fonte: com informações do Portal iG

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.