Uma pesquisa realizada pelo Instituto Igarapé, revelou que oito em cada dez mulheres defensoras de direitos e do meio ambiente sofreram algum tipo de violência, enquanto atuavam na Amazônia no ano de 2021.
De acordo com os dados revelados pela pesquisa, as maiores violências sofridas estavam entre violências moral, física, psicológica e ameaças. Em pelo menos 30% dos casos as vítimas não conseguiram identificar seus agressores.
Esse é o retrato da luta feminista na Amazônia. Enquanto tentamos lutar pelo meio ambiente, somos ameaçadas, destratadas e violentadas. Os motivos? Destruição. Eles querem destruir a Amazônia! Disputam posse de terra, exploram ilegalmente a madeira e os minérios e cobiçam expandir o agronegócio. Isso precisa de um basta! Onde está a fiscalização? Onde está a proteção para estas mulheres?
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Sabemos que isso é apenas o que foi coletado ouvindo cerca de 132 mulheres nesta pesquisa. Mas há muitos outros casos que não são notificados. Muitas violências não são registradas, seja por medo ou por falta de políticas públicas que possam dar amparo e proteção às mulheres defensoras de causas sociais e ambientais. Infelizmente, o feminicídio acontece para além da violência domiciliar e urbana. Ele acontece como medida para mostrar a força daqueles que insistem em acabar com nossos rios, florestas e povos originários.
Assim como as Amazonas, mulheres guerreiras que lutavam bravamente aqui nessas terras, e que orgulhosamente representam o nome de nosso estado, existem milhares de mulheres como elas, guerreando na defesa de nosso bem mais precioso: a vida. E é inspirada nelas que continuo a minha luta, mesmo sabendo do tanto que ainda temos a conquistar e do desafio principal que rodeia toda mulher defensora de direitos humanos: manter-se viva e íntegra, resistindo a toda forma de opressão que ainda tenta nos calar.
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Não nos calarão! Não passarão!
- Anne Moura
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