Advogados afirmam que mensagens atribuídas aos aparelhos começaram a circular na imprensa antes de terem acesso ao conteúdo extraído pela investigação
Os advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, protocolaram nesta sexta-feira, 6/3, no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que seja aberta uma investigação sobre o vazamento de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos no âmbito das apurações envolvendo o Banco Master.
De acordo com a defesa, mensagens atribuídas ao conteúdo dos aparelhos passaram a ser divulgadas por veículos de imprensa nos últimos dias, mesmo antes de os advogados terem tido acesso ao material completo. Os defensores sustentam que o espelhamento dos dados foi disponibilizado apenas na última segunda-feira (3).
Segundo o relato apresentado ao STF, o HD com os dados extraídos dos celulares foi lacrado imediatamente após a entrega à defesa, em procedimento realizado na presença da autoridade policial responsável pelo caso e dos próprios advogados, com o objetivo de garantir a preservação do sigilo das informações.
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Foto: Reprodução/Google
No documento, os advogados afirmam que parte das mensagens divulgadas contém conversas de caráter pessoal e envolve terceiros que não teriam relação com os fatos investigados. Entre os diálogos mencionados estariam mensagens atribuídas ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
A defesa também levanta a hipótese de que alguns trechos possam ter sido editados ou retirados de contexto, o que, segundo os advogados, reforça a necessidade de esclarecimentos sobre a origem das informações tornadas públicas No pedido, os advogados solicitam a abertura de inquérito para identificar quem teve acesso ao material sigiloso e eventualmente foi responsável pela divulgação. Eles ressaltam que o objetivo da solicitação não é investigar jornalistas ou terceiros que tenham recebido as informações posteriormente, mas sim apurar eventuais responsáveis pelo vazamento entre aqueles que tinham obrigação legal de manter o conteúdo sob sigilo.
Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em São Paulo, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. O empresário desembarca em Brasília por volta das 12h30 desta sexta-feira para cumprir detenção no Sistema Penitenciário Federal Papuda. A transferência é realizada em uma aeronave da Polícia Federal.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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