19 de Abril de 2026

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- 03/02/2022

COVID-19 em crianças: sintomas, tratamento e quando ir ao hospital

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Foto: Reprodução

Embora seja menos frequente que nos adultos, as crianças também podem desenvolver a infecção pelo novo coronavírus, a COVID-19. No entanto, os sintomas parecem ser menos graves, sendo comum febre alta e tosse constante.

 

Ainda assim, algumas crianças podem apresentar um quadro de infecção mais grave, conhecido como síndrome inflamatória multissistêmica, que pode gerar sintomas mais fortes, como febre muito alta, vômitos e manchas na pele.

 

Em qualquer caso, sempre que existir suspeita de COVID-19, deve-se levar a criança ao pediatra para fazer uma avaliação mais completa e seguir os mesmos cuidados que os adultos, lavando frequentemente as mãos e mantendo o distanciamento social, já que podem transmitir o COVID-19 para outras pessoas de maior risco, como pais ou avós.

 

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Principais sintomas

 

 

Os sintomas da COVID-19 em crianças normalmente são mais leves que os do adulto e incluem:

 

Febre acima de 38ºC;

Tosse persistente;

Coriza;

Dor de cabeça;

Redução do paladar e olfato;

Dor de garganta;

Náuseas e vômitos;

Diarreia;

Cansaço excessivo;

Diminuição do apetite.

 

Os sintomas duram entre 6 e 21 dias e são semelhantes aos de uma virose e, por isso, também podem ser acompanhados de algumas alterações gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia ou vômitos, por exemplo.

 

Ao contrário dos adultos, a falta de ar não é muito comum nas crianças e, além disso, é possível que muitas crianças possam estar infectadas e nem apresentar sintomas.

 

Síndrome inflamatória multissistêmica

 

 

Segundo o CDC [2], têm sido identificadas algumas crianças com síndrome inflamatória multissistêmica, na qual vários órgãos do corpo, como o coração, pulmões, pele, cérebro e olhos ficam inflamados e geram sintomas como febre alta, dor abdominal intensa, vômitos, aparecimento de manchas vermelhas na pele, mãos e pés azulados e cansaço excessivo. Assim, em caso de suspeita de infecção pelo novo coronavírus, é sempre recomendado ir ao hospital ou consultar um pediatra.

 

Alterações na pele podem ser mais comuns em crianças

 

 

Embora a COVID-19 pareça ser mais leve nas crianças, especialmente no que toca aos sintomas respiratórios, como tosse e sensação de falta de ar, alguns relatórios médicos, como o relatório liberado pela American Academy of Pediatrics [1], parecem indicar que nas crianças podem surgir outros sintomas diferentes aos do adulto, que acabam passando despercebidos.

 

É possível que a COVID-19 nas crianças cause mais frequentemente sintomas como febre alta persistente, vermelhidão na pele, inchaço, e lábios secos ou rachados, semelhantes à doença de Kawasaki. Estes sintomas parecem indicar que na criança, o novo coronavírus causa uma inflamação dos vasos sanguíneos em vez de afetar diretamente o pulmão. No entanto, mais investigações são necessárias. 

 

Além disso, têm sido relatados os "dedos de covid" em crianças, que acontecem devido à resposta do sistema imune contra a infecção pelo novo coronavírus. Os "dedos de covid" podem ser caracterizados pela alteração na cor da pele do dedo, que pode ficar roxa ou vermelha, além de também poder haver o aparecimento de saliências, dor intensa, coceira, aparecimento de bolhas e inchaço.

 

Quando levar a criança ao médico

 

 

Ainda que o novo coronavírus em crianças pareça ser menos grave, é muito importante que todas as crianças com sintomas sejam avaliada para aliviar o desconforto da infecção e identificar a sua causa.

 

É recomendado que sejam avaliadas pelo pediatra todas as crianças com:

 

 

Menos de 3 meses de idade e com febre acima de 38ºC;

Idade entre 3 e 6 meses com febre acima de 39ºC;

Febre que dura por mais de 5 dias;

Dificuldade para respirar;

Lábios e rosto com coloração azulada;

Dor ou pressão forte na região do peito ou abdômen;

Perda acentuada do apetite;

Alteração do comportamento normal;

Febre que não melhora com o uso de remédios indicados pelo pediatra.

 

Além disso, quando estão doentes, as crianças têm maior tendência para desidratar, devido à perda de água pelo suor ou diarreia e, por isso, é importante consultar um médico se existirem sintomas de desidratação como olhos fundos, diminuição da quantidade de urina, boca seca, irritabilidade e choro sem lágrimas. Veja outros sinais que podem indicar desidratação nas crianças.

 

Como é feito o tratamento

 

Até o momento não existe um tratamento específico para a COVID-19 e, por isso, o tratamento inclui o uso de remédios para aliviar os sintomas e evitar o agravamento da infecção, como paracetamol, para diminuir a febre, antibióticos, caso exista risco de infecção pulmonar, e medicamentos para outros sintomas como tosse ou coriza, por exemplo.

 

Na maioria dos casos, o tratamento pode ser feito em casa, mantendo a criança em repouso, com boa hidratação e administrando os medicamentos recomendados pelo pediatra. No entanto, também existem situações em que pode ser recomendado a internação, especialmente se a criança apresentar sintomas mais sérios, como falta de ar e dificuldade respiratória, ou se possuir histórico de outras doenças que facilitem o agravamento da infecção, como diabetes ou asma.

 

Como proteger contra a COVID-19

 

 

As crianças devem seguir os mesmos cuidados que os adultos na prevenção da COVID-19, o que inclui:

Lavar as mãos regularmente com água e sabão, especialmente depois de estar em locais públicos;

Manter o distanciamento de outras pessoas, especialmente de idosos;

Utilizar máscara de proteção individual, em crianças a partir de 2 anos;

Evitar tocar com as mãos no rosto, principalmente na boca, nariz e olhos;

Estes cuidados devem ser incluídos no dia-a-dia da criança, pois além de protegerem a própria criança contra o vírus, também ajudam a diminuir sua transmissão, evitando que chegue até pessoas de maior risco, como os idosos, por exemplo.

 

Vacina da COVID-19 para crianças

 

Fotos: Reprodução

 

Além dos cuidados gerais, crianças a partir dos 5 anos de idade também podem ser vacinadas contra a COVID-19, diminuindo não só o risco de pegar a infecção, mas principalmente reduzindo as chances de desenvolver uma forma grave da doença.

 

No Brasil, existem duas vacinas aprovadas para administração em crianças: a vacina da Pfizer [3], que pode ser administrada a partir dos 5 anos, sendo utilizada uma versão pediátrica entre os 5 e 11 anos; e a vacina Coronavac [4], que pode ser administrada entre os 6 e 17 anos em crianças com comorbidades. No caso da vacina da Pfizer, o intervalo recomendado entre as doses é de 8 semanas, e na Coronavac é de 28 dias.

 
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Já em Portugal, a vacinação apenas está aprovada com a vacina da Pfizer [5], que deve ser administrada na versão pediátrica entre os 5 e 11 anos, com um intervalo de 6 a 8 semanas entre as duas doses, ou na versão de adultos, a partir dos 12 anos, com intervalo de 21 a 28 dias entre as duas doses. 

 

Fonte: Tua Saúde

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