No ambiente externo, de acordo com o órgão do BC, persistem dúvidas sobre a dinâmica de uma eventual queda da taxa de juros nos EUA
Do lado interno, pesam fatores como um mercado de trabalho aquecido e a queda da inflação menor do que a esperada. No lado externo, as incertezas concentram-se na dinâmica de uma eventual queda da taxa de juros nos Estados Unidos.
Esses foram os principais fatores enumerados no comunicado divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), para justificar a manutenção da taxa de juros em 10,50% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 31/7.
No documento, diz o Copom: “Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo maior do que o esperado”. Além disso, acrescenta a nota, “a desinflação medida pelo IPCA cheio tem arrefecido”.
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O texto informa que as expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,1% e 4,0%, respectivamente. No comunicado apresentado em junho, após a última reunião do órgão do BC, os números eram menores: 4,0% e 3,8%.
Ricos para a inflação
Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário, o Copom destacou uma “desancoragem” das expectativas de inflação por período mais prolongado [a “desancoragem” ocorre quando as estimativas não convergem para a meta de inflação de 3%]. Na lista de senões, há ainda uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada e uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.
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Fotos: Reprodução Google
Entre as possibilidades de baixa do mesmo cenário inflacionário, estão uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada e os impactos do aperto monetário sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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