05 de Maio de 2026

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Economia - 23/03/2025

Consumo nos lares tem queda de 4,25% em fevereiro, mas mantém alta em 2025

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Foto: Reprodução/Google

Preços do café e dos ovos ficaram mais altos no mês e cesta de 35 produtos atingiu R$ 806 na média nacional

Com a inflação em alta e os preços dos alimentos cada vez mais caros, o consumo nos lares brasileiros registrou queda em fevereiro. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) esse consumo apresentou uma retração de 4,25% no período, em relação ao mês anterior. Os dados foram publicados na pesquisa Consumo nos Lares, divulgada pela entidade.

 

Nesse contexto, a cesta de 35 produtos de largo consumo indicada pela Abras ficou ligeiramente mais cara no mês, e passou de R$ 800,75 em janeiro para R$ 806,61 no mês seguinte. Dois produtos foram os principais responsáveis pela carestia em fevereiro: o ovo, que registrou aumento de 15,39%, e o café torrado e moído, que subiu 10,77%.

 

Na região Centro-Oeste, o preço médio do ovo subiu mais de 20% em apenas um mês. No acumulado dos últimos 12 meses, o produto já valorizou 16,42%. Uma das explicações para o valor mais caro dos ovos é a demanda maior alinhada com menor oferta no mercado. De acordo com a Abras, o consumo per capita do alimento passou de 242 por ano em 2023, para 269 no ano seguinte.

 

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Por outro lado, outros alimentos básicos tiveram retração nos preços em fevereiro. São eles: feijão (-3,33%), óleo de soja (-1,98%), arroz (-1,61%), farinha de mandioca (-1,61%), leite longa vida (-1,04%), açúcar refinado (-0,28%) e massa sêmola de espaguete (-0,16%).

 

Apesar da queda em fevereiro, no acumulado do primeiro bimestre, o indicador registra alta de 2,25% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A entidade ressalta que nos dois primeiros meses do ano, o orçamento das famílias é pressionado por despesas obrigatórias, como mensalidades escolares, transporte e impostos. Dessa forma, a prioridade vai para os gastos fixos, com a consequente redução do consumo de outros itens.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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Além disso, a Abras também destaca que, com o mês mais curto e a realização do Carnaval em março, diferentemente do ano anterior, houve ainda menos estímulos para o consumo no mês. “Apesar desse recuo pontual em fevereiro, o crescimento anual reflete fatores como o reajuste do salário-mínimo, recursos dos programas de transferência de renda e melhora do mercado de trabalho”, analisa o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense

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