19 de Abril de 2026

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Geral - 16/02/2022

Conselho universitário recomenda expulsão de estudante de medicina que ironizou morte de paciente

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Foto: Reprodução

O conselho do Centro Universitário Cesmac recomendou a expulsão da estudante de medicina que ironizou a morte de uma paciente, durante o plantão na Unidade Mista Dr. José Carlos de Gusmão, em Marechal Deodoro, em Alagoas (AL). As informações são do G1.

 

Conforme o vice-reitor da universidade, professor Douglas Apratto Tenório, o parecer do conselho foi enviado para a reitoria da universidade. Uma comissão de sindicância foi instaurada para apurar o caso. A estudante terá um prazo para apresentar a defesa.

 

“Essa foi a primeira vez que o conselho universitário se posicionou pelo desligamento de um aluno. Cabe ressaltar que a instituição não compactua com o posicionamento da aluna, mas sabemos que hoje as pessoas usam as redes sociais de diversas formas e que muitas vezes postam coisas que não deveriam ser publicadas”, afirmou o professor ao G1.

 

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Ainda de acordo com o vice-reitor da universidade, a decisão da universidade sobre o futuro da estudante deve observar o princípio democrático da ampla defesa. “Ainda no âmbito do conselho, a estudante e seus pais foram ouvidos, mas é necessário que a comissão de sindicância ouça a aluna e que ela possa apresentar sua defesa de forma ampla”.

 

Após o parecer da comissão de sindicância, a reitoria deve publicar uma portaria com a decisão definitiva sobre o caso. Atualmente, a estudante está suspensa por um período de seis meses por decisão do colegiado de professores do curso de medicina da universidade.

 

 

Família de paciente entra na Justiça

 

Após Lenilda Silva Nunes, 62 anos, dar entrada na unidade de saúde, a estudante, que não teve o nome divulgado, reclamou nas redes sociais. “Faltando 10 min para minha hora de dormir, chega mulher infartando e com edema agudo no pulmão e agora já passou 1h30 da minha hora de dormir. Tô puta”, escreveu.

 

Em outra publicação, um tempo depois, ela informou a morte da paciente e voltou a reclamar que isso havia prejudicado seu sono. “Atualizações: a mulher morreu e eu não dormi”, disse.

 

De acordo com a advogada da família, Luciana Omena, o caso será levado à Justiça. “O que ocorreu foi absurdo. Estou analisando os detalhes do ocorrido para, junto com a família, decidir o que faremos judicialmente”, disse ao G1.

 

 

Fotos: Reprodução

 

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Em nota, a prefeitura de Marechal Deodoro informou que a estudante foi desligada do estágio no município, não possuindo mais nenhum tipo de vínculo.

 

Fonte: Revista Isto É

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