07 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 15/07/2024

Conheça 04 mulheres indígenas que são símbolos de resistência

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

A seguir, confira a história de algumas mulheres indígenas que você não pode deixar de conhecer.

As mulheres indígenas são exemplos quando o assunto é ativismo. Além de lutarem contra as desigualdades de gênero e o machismo, estão à frente de mobilizações que lutam pelos direitos dos povos indígenas, a favor da preservação da floresta e da cultura desses povos.

 

A seguir, confira a história de algumas mulheres indígenas que você não pode deixar de conhecer.

 

As mulheres indígenas dão o nome em prol do ativismo, dentro e fora das aldeias. Elas ocupam os mais diversos espaços, como o Congresso Nacional, conferências internacionais, e palcos de rap. Algumas de suas reivindicações são igualdade de gênero, respeito aos povos indígenas, preservação de terras indígenas, e o fim do genocídio indígena.

 

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1. Sonia Guajajara, ativista (Guajajara/tentehar)

 

 

De origem da etnia Guajajara/tentehar, da terra indígena Araribóia, no Maranhão, Sonia Guajajara foi a primeira mulher indígena a disputar a vice-presidência do país, em 2018. Devido à luta pelos povos indígenas, foi eleita uma das pessoas mais influentes na América Latina em 2020.

 

Como coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), atua ativamente para defender os direitos de povos indígenas, como demarcação de terras. Além disso, luta pelas mulheres indígenas à frente da Articulação Nacional das Mulheres Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), composta por mulheres indígenas de todos biomas do Brasil. Em entrevista ao Brasil de Fato, relata
“Ser mulher indígena no Brasil é você viver um eterno desafio, de fazer a luta, de ocupar os espaços, de protagonizar a própria história. Historicamente foi dito para nós que a gente não poderia ocupar determinados espaços”.

 

2. Katú Mirim, rapper (Boe Bororo)

 

 

Katú Mirim é rapper, compositora, YouTuber e ativista, descendente do povo Boe Bororo. Em 2018, levantou a campanha #ÍndioNãoÉFantasia, para chamar a atenção sobre o esvaziamento da história e da cultura indígena nas festas de Carnaval. A música é o seu principal instrumento de luta e ativismo.

 

As letras de suas músicas abordam ativismos importantes da causa indígena, como demarcação de terras, violência, ancestralidade e a cultura, como neste trecho da canção ‘Xondaria’: “Somos netas das indígenas que vocês não conseguiram matar”. Além disso, ela aborda a importância do respeito às pessoas LGBTQIA+. Katú foi a primeira artista indígena a fazer um show para a marca conhecida internacionalmente, Levi’s.

 

3. Alessandra Korap, ativista e líder indígena (Munduruku)

 

 

Meses após ter a casa invadida e receber ameaças de morte por denunciar atividades ilegais em terras indígenas, a ativista e indígena da tribo Munduruku, Alessandra Korap, recebeu o prêmio Robert F. Kennedy de Direitos Humanos, um dos mais importantes do mundo.

 

Alessandra denuncia há anos o desmatamento ilegal, invasão de terras e atuação de garimpeiros em territórios do povo Munduruku. Atualmente, é uma das vozes no que se refere à luta pelos direitos dos povos indígenas e das mulheres indígenas no país.Durante a pandemia de covid-19, ela e outras mulheres indígenas criaram ações para proteger os povos indígenas, enquanto lutaram para impedir e denunciar a destruição de suas terras.

 

4. Graça Graúna, escritora e pesquisadora (Potiguaras)

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Descendente de Potiguaras, Graça Graúna é escritora, professora e crítica literária, além de ser mestre, doutora, pós-doutora e pesquisadora nas áreas de Letras, considerada uma das maiores artistas indígenas do Brasil.

 
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No currículo, ela ainda é membro titular do Conselho de Educação Escolar Indígena do estado de Pernambuco. Entre as obras mais conhecidas, estão “Flor da Mata”, “Contrapontos da literatura indígena contemporânea no Brasil”, “O Coelho e a raposa” e “Cartas de Ameríndia”, entre muitos outro contos, poesias, crônicas e ensaios. 

 

Fonte: com informações do Portal M de Mulher

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