A parlamentar solicitou uma investigação sobre as mudanças recentes promovidas pela companhia sob a liderança do CEO Mark Zuckerberg
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) levou à Organização das Nações Unidas (ONU) uma denúncia contra a empresa Meta, responsável por plataformas como Facebook e Instagram. A parlamentar solicitou uma investigação sobre as mudanças recentes promovidas pela companhia sob a liderança do CEO Mark Zuckerberg.
Paralelamente, a Meta também foi notificada pelo Ministério Público Federal (MPF). Essa ação decorre de um inquérito civil conduzido pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, que examina a conduta das redes sociais no combate à desinformação e à violência digital no Brasil.
As críticas e investigações surgem após a implementação de novas regras e políticas de comunidade pela Meta. As mudanças incluem a desativação de ferramentas de checagem de fatos e alterações em políticas de discurso de ódio. Um ponto polêmico é a decisão de permitir que postagens associando pessoas LGBTQIA+ a doenças mentais sejam consideradas “liberdade de expressão”.
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Erika Hilton classificou as alterações como uma ameaça direta à vida de pessoas LGBTQIA+. Em sua denúncia à ONU, a deputada afirmou: “A luta por um ambiente digital seguro e respeitoso é essencial para proteger os direitos e a dignidade de milhões de pessoas, especialmente no Brasil, onde o ódio online frequentemente resulta em violência física.”
Grupos da sociedade civil e ativistas esperam que instituições nacionais e internacionais tomem medidas rápidas para garantir a proteção dos cidadãos e dos direitos humanos.
Recentemente, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou mudanças significativas nas políticas de moderação de conteúdo das plataformas da empresa, incluindo Facebook, Instagram e Threads. Essas alterações visam reduzir a censura e promover a liberdade de expressão. Os principais pontos das mudanças são:
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1. Encerramento do Programa de Checagem de Fatos por Terceiros: A Meta decidiu descontinuar o uso de verificadores de fatos independentes nos Estados Unidos, substituindo-os por um sistema de “Notas da Comunidade”, semelhante ao utilizado na plataforma X (antigo Twitter). Nesse modelo, os próprios usuários poderão adicionar contextos às postagens, buscando uma moderação mais comunitária e menos sujeita a vieses.
2. Aumento da Liberdade de Expressão: A empresa planeja permitir uma gama mais ampla de discursos, removendo restrições sobre tópicos que fazem parte do discurso mainstream. A moderação será focada em violações ilegais ou de alta gravidade, como terrorismo e exploração sexual infantil.
3. Recomendações Personalizadas de Conteúdo Político: A Meta pretende adotar uma abordagem mais personalizada para conteúdos políticos, permitindo que usuários que desejam ver mais desse tipo de conteúdo em seus feeds possam fazê-lo.
Essas mudanças ocorrem em um contexto político específico, com a recente eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Analistas interpretam as ações de Zuckerberg como uma tentativa de alinhar as políticas da empresa às novas diretrizes políticas e reduzir críticas sobre censura de conteúdos conservadores.
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Fotos: Divulgação
No entanto, essas alterações têm gerado preocupações entre especialistas e grupos de direitos civis, que temem um aumento na disseminação de desinformação e discursos de ódio nas plataformas da Meta. A eficácia do novo sistema de moderação comunitária e o impacto dessas políticas na qualidade do conteúdo permanecem incertos.
Fonte: Portal Mulher Amazônica
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