30 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Internacional - 03/01/2026

Comunidade internacional se manifesta após ataque dos EUA à Venezuela

Compartilhar:
Foto: AFP

Rússia, Irã e Colômbia condenam ofensiva americana; Espanha pede mediação e Milei manifesta apoio a Washington

Os Estados Unidos realizaram, neste sábado (3/1), uma ofensiva militar contra a Venezuela que capturou o presidente Nicolás Maduro, retirando-o do país. A ação, anunciada após explosões registradas em Caracas, provocou forte reação internacional. Rússia, Irã e Colômbia condenaram o ataque, enquanto a Espanha ofereceu mediação diplomática. Na contramão, o presidente argentino Javier Milei publicou mensagens alinhadas à narrativa americana.

 

A Rússia classificou a ofensiva dos Estados Unidos como “profundamente inquietante e condenável”. Em comunicado divulgado neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que não havia qualquer justificativa para o ataque e acusou Washington de substituir a diplomacia por confronto direto.

 

“Na manhã de hoje, os Estados Unidos cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso é profundamente preocupante e condenável”, diz a nota oficial. Segundo Moscou, “a hostilidade ideológica triunfou sobre o pragmatismo dos negócios”, em referência às tensões políticas e econômicas entre os dois países.

 

Veja também

 

Suíça decreta 5 dias de luto após fogo em estação de esqui

Venezuela está pronta para negociar acordo com os EUA, diz Maduro

 

 

O Irã também condenou duramente a operação. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que “condena energicamente o ataque militar americano contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”, após Caracas acusar Washington de estar por trás das explosões na capital.

 

Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro anunciou o envio de forças militares para a fronteira com a Venezuela. Segundo ele, os ataques norte-americanos representam “um ataque à soberania da América Latina” e podem desencadear uma crise humanitária, com novo fluxo migratório na região.

 

A Espanha adotou tom diplomático. O Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol informou estar pronto para atuar como mediador e apelou à desescalada. “A Espanha pede moderação e está disposta a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, afirmou o governo.

 

 

Em sentido oposto, o presidente da Argentina, Javier Milei, fez publicações nas redes sociais com o slogan “Viva la libertad, carajo”, lema de seu partido La Libertad Avanza, em mensagens interpretadas como apoio ideológico à ação americana e à derrubada do governo venezuelano. Milei é um dos principais aliados políticos de Washington na América do Sul e crítico declarado de Maduro. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, pediu neste sábado (3) contenção e respeito ao direito internacional.

 

Em publicação na rede social X, Kallas afirmou que conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e reiterou que a União Europeia questiona a legitimidade democrática de Maduro. Ainda assim, ressaltou que “em qualquer circunstância, devem ser respeitados os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”, fazendo um apelo à moderação das partes envolvidas.

 

Entenda o que aconteceu

 


Na madrugada deste sábado (3/01), explosões foram registradas em Caracas, levando o governo venezuelano a acusar os Estados Unidos de um ataque direto contra o país. Pouco depois, o presidente americano Donald Trump afirmou que forças dos EUA haviam capturado Nicolás Maduro e o retirado da Venezuela em uma operação militar.

 

O governo venezuelano decretou estado de alerta, classificou a ação como violação da soberania nacional e exigiu provas de vida do presidente. Até o momento, não há confirmação independente sobre o paradeiro de Maduro nem detalhes oficiais sobre onde ele estaria detido. Autoridades locais relataram instabilidade em serviços básicos, aumento da presença militar nas ruas e mobilização de forças de segurança em pontos estratégicos da capital.

 

Conflito entre EUA e Venezuela

 

Fotos: ReproduçãoGoogle


A escalada atual ocorre após anos de relações hostis entre Washington e Caracas. Desde o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos impuseram sanções econômicas severas à Venezuela, especialmente sobre o setor petrolífero, principal fonte de receita do país. Washington acusa o governo Maduro de autoritarismo, violações de direitos humanos, corrupção e envolvimento com o narcotráfico. Em resposta, Caracas denuncia tentativas de mudança de regime, ingerência estrangeira e ataques à sua soberania.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Nos últimos anos, os EUA ampliaram sua presença militar no Caribe, sob o argumento de combater o tráfico internacional de drogas, enquanto a Venezuela fortaleceu alianças estratégicas com Rússia, Irã e China. A ofensiva anunciada neste sábado representa o maior confronto direto entre os dois países até agora e eleva o risco de instabilidade regional, com impactos políticos, humanitários e econômicos ainda imprevisíveis.

 

Fonte: Com informações Correio Braziliense 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.