Redução de tarifas será gradual, pode levar até 15 anos e não garante queda imediata de preços; Mudanças também serão decisivas para a competitividade da indústria do Brasil
Vinhos, queijos, azeites e até carros europeus mais baratos estão no imaginário popular quando se fala no acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado no último dia 9. Mas, apesar da promessa de produtos importados mais em conta, o consumidor brasileiro não deve sentir um alívio imediato no bolso. A redução de tarifas será gradual, pode levar mais de uma década e, sozinha, não é suficiente para baratear os preços nas prateleiras.
Após 26 anos de negociações, o acordo de livre comércio entre Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e União Europeia cria uma das maiores áreas comerciais do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões. Na prática, o pacto prevê a eliminação ou redução de tarifas de importação e exportação entre os blocos, além de regras comuns em áreas como comércio, meio ambiente e trabalho.
Para o Brasil, maior economia do Mercosul, além de preços mais baixos para importar produtos europeus, o acordo abre oportunidades importantes para exportações e investimentos. Mas também impõe desafios à indústria nacional e exige cautela quanto às expectativas do consumidor.
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O ponto central para os brasileiros é entender que a queda das tarifas não será imediata. O acordo estabelece cronogramas que variam de 4 a 15 anos, dependendo do produto. Ou seja: mesmo itens bastante populares podem levar uma década ou mais para ter imposto de importação zerado.
Entre os itens europeus que tendem a ganhar espaço no mercado brasileiro ao longo do tempo estão chocolates, azeites, queijos, vinhos, fórmulas infantis, leite em pó e automóveis. Hoje, esses itens enfrentam tarifas que vão de 10% a 35%. Com o acordo, essas alíquotas serão reduzidas de forma progressiva.
Fonte: com informações ND+
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