Entre as apreensões estão veículos, animais, madeiras ilegais e outros
Responsável por combater crimes florestais e resgatar animais, o Comando de Policiamento Ambiental (CPAmb) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) registrou, entre os meses de janeiro a novembro de 2024, um aumento significativo na sua produtividade. Entre as ações com maiores impactos estão as apreensões de madeira, veículos utilizados na prática de crime ambientais e na apreensão de 398 pessoas.
“A Polícia Militar, por meio do Comando e Batalhão de Policiamento Ambiental, conseguiu aumentar a produtividade em atendimento de ocorrências de crimes ambientais, gerando um prejuízo ao crime de aproximadamente de R$65 milhões. Isso mostra o quanto o trabalho da nossa corporação e as ações em combater à criminalidade ambiental estão sendo eficazes para o nosso estado”, disse o comandante-geral da PMAM, coronel Klinger Paiva.
Dados de produtividade do CPAmb, apontam aumento de 448% em apreensão de madeira, 488% de aumento no número de veículos utilizados para crimes ambientais como (motocicletas, carros, caminhões e escavadeiras) e 88% nas apreensões de armas de fogo.
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Resgate de animais
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Comandante-geral da PMAM, coronel Klinger Paiva
Os números também foram relevantes para a apreensão de animais. O comandante do CPAmb, coronel PM Antônio Santarém, informou que em 2023 foram 13 e, este ano, esse quantitativo subiu para 223. Já no resgate de animais, o percentual é de 39%. Foram 88 no ano passado e 122 em 2024.
“Além de combater os crimes florestais, também realizamos esse trabalho no resgate de animais, protegendo espécies ameaçadas e preservando a biodiversidade. Esse resgate animal é fundamental para combater o tráfico de animais silvestres e reduzir a extinção dessas espécies”, disse.
Ferramentas tecnológicas
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Comandante do CPAmb, coronel PM Antônio Santarém
(Fotos: Divulgação/PMAM)
Em setembro de 2023, foi implantada a Sala de Comando e Controle Ambiental (SCCA), que também auxilia nos resultados relevantes. A Sapopema, como é chamada a sala, tem como objetivo monitorar crimes ambientais. Com o apoio dos dispositivos, a expectativa é que haja maior eficiência no atendimento de ocorrências; redução dos crimes ambientais; prevenção de desmatamentos e maior controle da fiscalização de caminhões que transportam produtos de origem florestal nas rodovias.
“Graças a tecnologia da Sala Sapopema e com o treinamento intensivo das tropas e a dedicação desses homens que estão dispostos a defender nossa Amazônia, foi possível chegarmos nesses indicadores”, destacou o coronel Antônio Santarém.
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Foto: Reprodução Google
Entre as ferramentas utilizadas estão a Maps Bioma Alerta, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o Geoportal do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Brasil Mais Sistema PLANET da Polícia Federal (PF). O objetivo com a utilização dos dispositivos é monitorar ações de desmatamento, queimadas, extração de madeira e minério ilegal, além de promover o georreferenciamento de ocorrências e estatísticas e de dar suporte para qualquer equipe policial na área de serviço.
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