30 de Abril de 2026

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Ciência e Tecnologia - 12/11/2025

Com processo inédito de lavagem em estrutura móvel, empresa de pescado levará ao consumidor peixe fresco com qualidade e rastreabilidade garantidas

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Foto: Divulgação/Adaf

Processo utiliza água clorada e acontece ainda durante a transferência do produto entre caminhões

A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) certificou, nesta quarta-feira, 12/11, sob o Serviço de Inspeção Estadual (SIE-AM) nº 267, a primeira Unidade de Beneficiamento de Pescado e Produtos de Pescado do Amazonas a produzir peixes frescos por meio da tecnologia de túnel de lavagem móvel. O processo utiliza água clorada e acontece ainda durante a transferência do produto entre caminhões, garantindo mais agilidade e ainda garantindo a higiene e qualidade do pescado.

 

O empresário e um dos proprietários da Bonfá e Maia Comércio Varejista de Peixe Ltda., Luiz Elder Bonfá, explica que a adoção da tecnologia partiu de uma demanda do próprio mercado amazonense. “Aqui no Amazonas a gente tem o costume de comer o peixe fresco. O consumidor quer chegar ao estabelecimento, escolher o peixe e beneficiar na hora. Então, nós pensamos numa forma de fazer o peixe chegar mais fresquinho ao consumidor e ele poder se deliciar. Mas um peixe legalizado higienicamente”, destacou.

 

O estabelecimento tem capacidade produtiva diária de até 20 toneladas de pescado fresco. O tambaqui e matrinxã beneficiados pela empresa têm como principal mercado de consumo os comércios varejistas e atacadistas locais.

 

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Localizado no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus, o empreendimento, que possui o nome fantasia Entreposto Eldorado, conta com seis funcionários.

 

 

O processo inovador proposto pelo estabelecimento consiste em passar o pescado que chega do produtor diretamente para o túnel móvel de lavagem e seguir imediatamente para outro veículo, onde será distribuído, em gelo de procedência segura, para os pontos de venda, tornando o processo mais ágil, com menos oscilações de temperatura e menos riscos de contaminação cruzada.

 

Fotos: Divulgação/Adaf

 

A estimativa é reduzir em pelo menos 50% o tempo de conclusão dessa atividade em relação aos métodos tradicionais, em que os pescados passam por outras etapas, como armazenamento em câmara fria. “Isso faz com que haja uma menor manipulação do produto, melhorando a qualidade”, destaca o fiscal agropecuário médico veterinário da Adaf Leonardo Assis.

 

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Registro

 

A obtenção do registro junto ao SIE-AM é composta por três fases: vistoria prévia do terreno e entrega de documentos; análise de projetos e entrega das plantas, projetos ou croquis; e a análise de rotulagem/rótulo, além da entrega de documentos. A Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Gipoa) é o setor responsável por conduzir o processo até a certificação. 

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