Evento de dois dias reúne também ministro de Minas e Energia e Global Energy Alliance para avançar na transição energética da Amazônia
Manaus recebe nesta terça-feira (10 de fevereiro) os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, para um evento que marca o anúncio de novos avanços do programa de energia limpa voltado à Amazônia. O workshop vai até quarta.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Global Energy Alliance e resulta de articulações iniciadas durante a COP-30. O foco é acelerar a transição energética em regiões isoladas, ampliar o acesso à energia renovável e reduzir a dependência histórica de combustíveis fósseis na Amazônia, especialmente em comunidades fora do sistema interligado nacional.A presença de Marina Silva confere densidade política e ambiental ao encontro.
Referência internacional na defesa da Amazônia, a ministra simboliza a tentativa do governo federal de alinhar políticas energéticas a compromissos climáticos e ambientais, em um contexto marcado por tensões recorrentes entre preservação ambiental e demandas por infraestrutura na região.
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No Amazonas, por exemplo, esse debate ganhou relevo nos últimos anos em torno do asfaltamento da BR-319, tema que opõe interesses logísticos e alertas ambientais amplamente discutidos na esfera pública.
Energia limpa como política ambiental estruturante

Mais do que um programa setorial, a agenda apresentada em Manaus se insere em uma estratégia mais ampla de política ambiental. A transição energética aparece como instrumento para reduzir emissões, conter impactos ambientais associados ao uso de diesel em sistemas isolados e criar alternativas sustentáveis de desenvolvimento para populações ribeirinhas, indígenas e comunidades do interior da Amazônia.Entre os eixos tratados no evento estão soluções para sistemas isolados, como geração solar descentralizada, micro-redes com armazenamento em baterias e modelos híbridos adaptados à realidade amazônica. A programação também destaca o papel do financiamento internacional e de marcos regulatórios capazes de viabilizar projetos de energia limpa em áreas remotas, historicamente negligenciadas pelas políticas energéticas tradicionais.
Dimensão da transição energética

Fotos: Reprodução/Google
Outro ponto central é a dimensão social da transição energética. A proposta defendida no encontro associa acesso à energia limpa à melhoria de serviços básicos, estímulo à bioeconomia e geração de renda local, buscando evitar que a agenda ambiental se restrinja a compromissos formais sem efeitos concretos na vida das populações amazônicas.
Fonte: com informações BNC
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