07 de Maio de 2026

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Diversidade - 07/06/2024

COI Determina: Atletas Trans Não Devem Ser Chamados de "Homem Biológico"

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Foto: Reprodução/Google

Novo relatório do Comitê Olímpico Internacional (COI) provoca polêmica ao abordar a linguagem utilizada para descrever atletas transgêneros nos Jogos de Paris 2024

O Comitê Olímpico Internacional (COI) causou uma onda de indignação ao recomendar que jornalistas evitem termos como "nascido homem" ou "biologicamente homem" ao se referirem a atletas transgêneros durante os Jogos Olímpicos de Paris. O COI considera esses termos "desumanizadores" e "problemáticos", conforme detalhado em seu documento de 33 páginas intitulado "Diretrizes de Representação".

 

O COI argumenta que o sexo de uma pessoa não deve ser definido apenas pela genética, e que a identidade de gênero deve ser priorizada ao invés do sexo registrado na certidão de nascimento. “É sempre preferível enfatizar o gênero real de uma pessoa em vez de potencialmente questionar sua identidade”, afirma o documento, direcionado aos 20.000 membros da mídia que cobrirão o evento.

 

A decisão do COI vai contra as recentes políticas de esportes olímpicos como atletismo, natação e ciclismo, que têm priorizado o sexo em detrimento do gênero para garantir a equidade nas competições femininas. Em 2022, a Natação Mundial ajustou suas regras após Lia Thomas, anteriormente classificado como 554º nos Estados Unidos entre os homens nas 200 jardas livres, ganhar um título nacional na categoria feminina.

 

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A decisão do COI foi recebida com críticas fervorosas por ex-atletas olímpicas. A francesa Marion Clignet revelou uma pesquisa mostrando que 92% das ciclistas apoiam a exclusão de homens biológicos de suas competições. Inga Thompson, ex-ciclista olímpica dos EUA, declarou que “o COI permitiu-se ser comprado porque, no fundo, nunca quis que as mulheres praticassem esportes. O movimento é definitivamente misógino.”

 

Alison Sydor, que competiu pelo Canadá no mountain bike nas Olimpíadas de Atlanta 1996, destacou que o COI citou a GLAAD, uma organização de defesa LGBT, como autoridade no assunto. Recentemente, a GLAAD promoveu uma camiseta com a mensagem “Não às TERFs (feministas radicais trans-excludentes)”, o que provocou críticas adicionais de Sydor: “O COI certamente sabe como escolher um parceiro para dar um sermão a todos sobre a linguagem desumanizadora”.

 

Desde a política inicial do COI em 2004 permitindo transexuais pós-operatórios em eventos femininos, a questão dos atletas transgêneros nos esportes tem sido um campo de intenso debate e divisões. Nas Olimpíadas de Tóquio em 2021, o diretor médico do COI, Dr. Richard Budgett, afirmou: “Todos concordam que mulheres trans são mulheres”, uma declaração que continua a ser contestada por muitas atletas femininas.

 

A nova diretriz do COI, que inclui recomendações para substituir "identifica-se como" por "é", tem potencial para inflamar ainda mais as tensões e debates em torno da inclusão e equidade nos esportes.

 

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Com os Jogos de Paris se aproximando, o posicionamento do COI sobre a linguagem e representação de atletas transgêneros promete manter o tema na vanguarda das discussões esportivas globais. Resta saber como essas diretrizes impactarão a cobertura da mídia e a percepção pública durante o evento.

 

Fonte: com informações de O Antagonista

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