30 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Mulher na Política - 04/01/2026

Cilia Flores: conheça a trajetória da 'primeira-combatente' e poderosa mulher de Maduro detida pelos EUA

Compartilhar:
Foto: AFP

Conhecida como "primeira combatente", Flores foi uma das figuras centrais do projeto chavista nas últimas décadas

Cilia Adela Gavidia Flores de Maduro, advogada e figura política venezuelana há décadas, ganhou manchetes em todo o mundo no sábado, 3/1, depois que os Estados Unidos anunciaram sua captura, ao lado do marido, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar sem precedentes em Caracas. Flores agora deve enfrentar, ao lado de Maduro, um processo criminal nos Estados Unidos, marcado por acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas.

 

Nascida em 15 de outubro de 1956 na cidade de Tinaquillo, no estado venezuelano de Cojedes, Cilia Flores construiu uma carreira política que ultrapassa a simples imagem de companheira de chefe de Estado. Formada em direito, ela entrou na política no início dos anos 2000 e foi eleita deputada à Assembleia Nacional da Venezuela em 2000. Flores foi a primeira mulher a presidir a Assembleia Nacional, de 2006 a 2011, num período de forte polarização política no país.

 

Veja também

 

Mulheres perdem espaço na direção dos grandes filmes de Hollywood em 2025

'Presas pela inteligência': a história de Ada Morrison e a realidade das mulheres nos asilos do século XIX

 

 

 

Em 2012, foi nomeada Procuradora-Geral da República, cargo que ocupou até 2013 e que a consolidou como uma das principais conselheiras jurídicas do governo chavista. Desde 2016, é novamente deputada e membro da Assembleia Nacional Constituinte. No jargão oficial do governo venezuelano, Flores é frequentemente referida como “primeira combatente”, termo que substitui o título tradicional de “primeira-dama” e ressalta seu papel ativo na construção e sustentação do projeto político iniciado com Hugo Chávez e continuado por Maduro.

 

Relações e controvérsias

 


Cilia Flores e Nicolás Maduro se conheceram no contexto da luta política dos anos 1990, quando ela atuou como advogada de Hugo Chávez após sua prisão por um levante militar em 1992. Desde então, o casal tornou-se uma das duplas políticas mais duradouras e influentes da Venezuela moderna. A trajetória de Flores também esteve marcada por controvérsias e críticas de opositores. Durante seu mandato no Parlamento, foi acusada de nepotismo ao empregar familiares no Congresso, algo que ela sempre negou formalmente.

 

 

Além disso, sua família direta já esteve no centro de investigações de narcotráfico: em 2015, dois de seus sobrinhos, Efraín Antonio Campo Flores e Francisco Flores de Freitas, foram presos pela DEA (Agência de Repressão às Drogas dos EUA) no Haiti, acusados de tentar transportar cerca de 800kg de cocaína para os Estados Unidos. Eles foram condenados em 2016 e depois libertados em 2022 como parte de um acordo de troca de prisioneiros entre os governos americano e venezuelano.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 
 
Fotos: ReproduçãoGoogle
 

A captura de Cilia Flores ocorreu na madrugada de 3 de janeiro de 2026, com Nicolás Maduro, durante uma operação militar dos Estados Unidos contra Caracas. Segundo autoridades norte-americanas, a ação incluiu ataques aéreos e terrestres e terminou com a detenção do casal, que foi levado para fora do território venezuelano por forças americanas. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação e disse que os dois serão julgados nos tribunais federais de Nova York.

 

Fonte: Com informações Correio Braziliense 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.