03 de Maio de 2026

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Internacional - 24/09/2025

Cidadania italiana em jogo: decisão da mais alta corte pode beneficiar milhões

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Foto: Divulgação

O julgamento da nova lei da cidadania italiana seguirá um rito processual com prazos definidos. A expectativa é que uma decisão final seja proferida no primeiro trimestre de 2026.

A Corte Constitucional da Itália iniciou oficialmente, no último dia 17 de setembro, o processo que julgará a constitucionalidade da nova e polêmica lei da cidadania italiana.

 

A decisão, que pode acontecer no início do próximo ano, é aguardada com grande expectativa por milhões de ítalo-descendentes em todo o mundo, especialmente no Brasil, e pode reverter as restrições impostas pela nova legislação.

 

O que está em jogo: a mais alta corte da Itália decidirá se a nova lei, que restringe o direito à cidadania por descendência (iure sanguinis), viola a Constituição do país.

 

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O estopim: o processo foi enviado à Corte após um juiz do Tribunal de Turim acatar os argumentos de inconstitucionalidade em um dos primeiros casos julgados sob a nova regra.


Principais falhas: especialistas apontam que a lei tem efeitos retroativos, o que fere direitos adquiridos, e foi implementada por meio de um decreto-lei, um instrumento inadequado para uma mudança estrutural.


Impacto: caso seja declarada inconstitucional, a decisão terá efeito vinculante e poderá restaurar o direito à cidadania para milhões de descendentes, além de forçar o governo a rever a legislação.
 

O caminho até a corte

 


O caso chegou à Corte Constitucional após o juiz Fabrizio Alessandria, do Tribunal de Turim, considerar legítimos os questionamentos sobre a nova lei, que até maio deste ano não impunha limites de geração para o reconhecimento da cidadania. Com isso, o processo foi suspenso na primeira instância e remetido para a análise da corte superior. A partir de agora, as partes têm 20 dias para apresentar suas defesas por escrito. Um juiz relator será designado e, após uma audiência pública, a data do julgamento final será marcada, o que deve ocorrer até 27 de outubro.

 

Pontos polêmicos

 


Segundo o jurista italiano David Manzini, especialista no tema e CEO da Nostrali Cidadania Italiana, a nova legislação apresenta falhas técnicas graves. “Vemos com otimismo a possibilidade da nova lei vir a ser declarada inconstitucional por completo”, afirma Manzini. Ele aponta dois problemas centrais: o uso de um decreto-lei, que pressupõe uma urgência inexistente para o caso, e a retroatividade das restrições, que compromete direitos já consolidados. “Acredito, firmemente, que a retroatividade será declarada ilegítima pela Corte Constitucional”, opina o jurista.

 

Expectativa e próximos passos

 


Manzini acredita que o julgamento pode ocorrer com relativa rapidez, entre fevereiro e março de 2026, e que o caso de Turim servirá como um “processo-piloto” para outras ações semelhantes. Uma decisão favorável aos descendentes teria um impacto imenso, forçando o parlamento a adequar a legislação e garantindo o direito à cidadania para milhões de requerentes no Brasil e na Argentina.

 

Linha do tempo do processo

 

Fotos: Reprodução/Google


O julgamento da nova lei da cidadania italiana seguirá um rito processual com prazos definidos. A expectativa é que uma decisão final seja proferida no primeiro trimestre de 2026. Acompanhe as principais etapas:

 

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17 de setembro de 2025: a Corte Constitucional abre oficialmente o processo para julgar a constitucionalidade da lei.


Até 7 de outubro de 2025: prazo de 20 dias para que os advogados dos requerentes e a representação do Estado italiano apresentem suas defesas e argumentos por escrito.


Até 27 de outubro de 2025: prazo final para que o juiz relator, a ser designado pela Corte, defina a data da audiência final do julgamento.


Fevereiro/março de 2026: período estimado pelo jurista David Manzini para a realização da audiência de julgamento e a decisão final da Corte Constitucional. 

 

Fonte: Com informações Revista IstoÉ

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