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Esporte - 04/03/2022

Cerimônia abre Paralimpíadas de Pequim com ecos contra a guerra e protestos da Ucrânia

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Foto: Reprodução

Atleta ucraniano protesta contra guerra

Os ecos da guerra, claro, estiveram presentes. As Paralimpíadas de Inverno de Pequim, no entanto, tentaram transformar o Ninho do Pássaro em uma bolha de ideais de paz. Na manhã desta sexta-feira, uma Cerimônia de Abertura repleta de efeitos luminosos deu início oficial aos Jogos. Sem a presença de atletas da Rússia e da Belarus, excluídos do evento, a festa buscou passar uma mensagem antiguerra em meio à invasão dos países à Ucrânia.

 

O primeiro momento marcante foi a entrada da delegação ucraniana. Após uma série de problemas antes do embarque, os atletas foram recebidos sob muitos aplausos no Ninho do Pássaro. Alguns deles, responderam com o braço erguido e o punho fechado, em um protesto contra a guerra. Maksym Yarovyi, do biatlo, levou a bandeira do país durante o percurso. Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, celebrou a entrada dos ucranianos de pé.

 

O dirigente brasileiro foi responsável pela mensagem mais dura contra a guerra. Em seu discurso de abertura, Parsons fez uma crítica incisiva contra a invasão russa à Ucrânia.

 

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- Esta noite, eu quero e preciso começar com uma mensagem de paz. Como líder de uma organização em que a inclusão é um de seus principais valores, as diversidades são celebradas, e as diferenças, abraçadas, eu estou horrorizado com o que está acontecendo no mundo neste momento. O século XXI é um momento de diálogo e diplomacia. Não de guerra, não de ódio. A Trégua Olímpica durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos é uma resolução da Organização das Nações Unidas. E precisa ser observada e respeitada - disse o brasileiro, que finalizou o discurso com um grito de paz.

 

O Brasil também foi representado no desfile. Aline Rocha e Cristian Ribera, maior esperança de um bom resultado em Pequim, foram os porta-bandeiras do país na cerimônia. Os brasileiros entraram no Ninho do Pássaro logo após os ucranianos, também festejados por Andrew Parsons.

 

Aline Rocha e Cristian Ribera desfilam com a bandeira do Brasil — Foto: Ale Cabral/CPB

Aline Rocha e Cristian Ribera desfilam com a bandeira do Brasil

 

Foi uma cerimônia mais simples que a dos Jogos Olímpicos, mas sem deixar de lado a beleza dos efeitos de luz que tomaram o Ninho do Pássaro desde o primeiro minuto. Todos os participantes da festa, de dançarinos e cantores a outros personagens das apresentações, tinham algum tipo de deficiência.

 

Cerimônia de Abertura das Paralimpíadas ficou marcada por show de luzes — Foto: Reuters

 

As mensagens antiguerra não ficaram restritas à delegação ucraniana. Outros países, como a República Tcheca, fizeram sinais de paz durante o desfile no Ninho do Pássaro. Os anfitriões, claro, foram os mais numerosos. Os 96 atletas chineses participaram da cerimônia, muito aplaudidos pelo público.

 

Delegação da China na Cerimônia de abertura das Paralimpíadas de Pequim — Foto: Reuters

Delegação da China na Cerimônia de abertura das Paralimpíadas de Pequim

 

Andrew Parsons faz discurso incisivo contra guerra

 

Andrew Parsons em seu discurso na abertura da Cerimônia de Abertura das Paralimpíadas — Foto: Reuters

Andrew Parsons em seu discurso na abertura da Cerimônia de Abertura

das Paralimpíadas (Fotos: Reprodução)

 

Na sequência, discursos do presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Cai Qi, e de Parsons, no momento mais incisivo contra a guerra. Após a fala do dirigente brasileiro, o presidente da China, Xi Jinping abriu oficialmente as Paralimpíadas de Inverno.

 

No fim, oito atletas chineses carregaram a tocha olímpica pelo Ninho do Pássaro. Com a pira acesa por Li Duan, dono de oito medalhas paralímpicas no atletismo, uma festa tomou conta do palco do Ninho do Pássaro. Os Jogos, enfim, começaram.

 

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Em Pequim, serão 650 atletas de 48 países disputando um lugar no pódio entre os dias 4 e 13 de março. O Brasil chega à sua terceira edição dos Jogos com um número recorde de competidores: serão seis representantes ao todo. E a chance de conquistar a primeira medalha da história do país na neve é grande. Cristian Ribera, o porta-bandeira, é um dos favoritos na prova de velocidade do esqui cross-country.

 

Fonte: Portal Globo Esporte

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