06 de Maio de 2026

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Geral - 19/12/2024

Censo 2022 mapeia mais de 8,5 mil localidades indígenas, a maioria no Norte

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Foto: Reprodução/Google

A maioria delas (71,5%) está em terras indígenas declaradas, homologadas, regularizadas ou encaminhadas como reservas indígenas na data de referência do Censo

De acordo com dados do último Censo Demográfico, publicados nesta quinta-feira,19/12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existiam 8.568 localidades indígenas no Brasil em 2022, identificadas em todos os estados e no Distrito Federal. A maioria delas (71,55% ou 6.130) estava em terras indígenas declaradas, homologadas, regularizadas ou encaminhadas como reservas indígenas na data de referência do Censo, enquanto 2.438 (28,45%) localidades encontravam-se fora dessas áreas. A Região Norte (60,20%) do país concentrava a maior parcela das localidades indígenas.

 

Também nesta quinta, foram divulgadas características da população indígena e dos domicílios em que vivem. Leia a notícia sobre esse tema aqui . O evento de divulgação “Censo 2022: Indígenas - Principais características das pessoas e dos domicílios, por situação urbana e rural: Resultados do Universo e Localidades Indígenas” acontece na Casa Brasil IBGE, com transmissão ao vivo por meio do IBGE Digital e pelas redes sociais do Instituto.

 

Os resultados podem ser acessados no portal do IBGE e em plataformas como o SIDRA , o Panorama do Censo e a Plataforma Geográfica Interativa (PGI) , sendo que nesses dois últimos poderão ser visualizados, também, por meio de mapas interativos.

 

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As localidades indígenas consistem em todos os lugares do território nacional onde exista um aglomerado permanente de habitantes indígenas. Para a identificação dessas localidades, foram estabelecidos critérios mínimos de habitantes e de concentração dos domicílios, os quais foram submetidos à consulta livre, prévia e informada às principais organizações indígenas do país, com a participação dos órgãos nacionais interessados, além de pesquisadores e representantes de diferentes segmentos da sociedade.

 

“O mapeamento das localidades indígenas é realizado pelo IBGE como uma preparação para o Censo. Após a coleta das informações, foi complementado com as informações georreferenciadas dos endereços das pessoas indígenas recenseadas. Como critério utilizado para a análise espacial dos dados de endereços, foram considerados todos os lugares que contavam com, ao menos, 15 pessoas declaradas indígenas e cujos domicílios apresentassem contiguidade domiciliar, conforme critérios que variavam entre as áreas urbanas e rurais, e de acordo com a situação geográfica em que as localidades estavam inseridas”, explica Fernando Damasco, gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE.

 

72% das localidades estavam dentro de terras indígenas declaradas, homologadas, regularizadas ou encaminhadas como reservas indígenas.Dentre as localidades indígenas contabilizadas, 6.130 (71,55%) estavam situadas em terras indígenas declaradas, homologadas, regularizadas ou encaminhadas como reservas indígenas na data de referência do Censo, enquanto 2.438 (28,45%) localidades encontravam-se fora dessas áreas.

 

O percentual mais expressivo de localidades fora de terras indígenas declaradas, homologadas, regularizadas ou encaminhadas como reservas indígenas foi visto na Região Sul do país, onde 146 (47,40%) das 308 localidades existentes enquadravam-se nessa situação. No estado do Rio Grande do Sul, esse índice alcançou 58,93%.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Com 39,06% do total de localidades fora de terras indígenas, o Nordeste também se destacou nesse aspecto. À exceção do Maranhão e da Paraíba, todos os estados da região apresentaram mais da metade das localidades existentes fora de terras indígenas. O Rio Grande do Norte tinha todas as localidades nessa situação. Nos demais os percentuais foram os seguintes: Piauí com 97,56%, Ceará com 79,50%, Bahia com 68,32%, Pernambuco com 56,97%, Alagoas com 51,22%, e Sergipe com 50,00%.

 

No Sudeste, 31,78% das localidades estavam fora de terras indígenas. No Rio de Janeiro, esse número chegou a 75,00%. Em termos absolutos, apenas 75 localidades fora de terras indígenas foram identificadas na região. Já o Norte tinha 27,18% das localidades em terras indígenas, sendo o Amazonas com maior percentual (41,93%).

 

O Centro-Oeste (11,44%), em 2022, mostrava a menor proporção de localidades fora de terras indígenas. Porém, no Mato Grosso do Sul, que abriga o terceiro maior contingente de pessoas indígenas residentes no país (116.469), apresentava 46,63% de suas localidades fora de áreas declaradas, homologadas, regularizadas ou encaminhadas como reservas indígenas.

 
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Em números absolutos, as maiores quantidades de localidades indígenas fora de terras indígenas estavam no Amazonas, com 1.078 localidades (41,93%), em Pernambuco, com 237 (56,97%), no Pará, com 187 (21,52%), no Ceará, com 159 (79,50%), e na Bahia, com 138 (68,32%). 

 

Fonte: com informações Gov

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