Em 2022, 89,4% da população brasileira residia em domicílios com acesso à Internet. O Distrito Federal registrou a maior proporção, com 96,2%
Em 2022, a proporção de brasileiros que viviam em domicílios alugados manteve a trajetória de crescimento e chegou a 20,9% da população. Em 2000, essa parcela era de 12,3% e, em 2010, de 16,4%. Ainda assim, há um considerável predomínio dos domicílios próprios, com 72,7% da população brasileira residido em domicílios de propriedade de algum dos moradores (já pago, herdado, ganho ou ainda pagando). Já 5,6% da população vivia em domicílios cedidos ou emprestados (por empregador, familiar ou outra forma) e 0,8% em outras condições de ocupação.
Em 2000, essas proporções eram de 76,8% para domicílios próprios, 9,7% para os cedidos e 1,2% em outras condições, e, em 2010, 75,2%, 7,7% e 0,7%, respectivamente. Os dados são do “Censo Demográfico 2022: Características dos domicílios - Resultados preliminares da amostra”, divulgado nesta quinta-feira (12/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O evento de divulgação acontece a partir das 10h no Instituto Jones dos Santos Neves, em Vitória (ES). Haverá transmissão ao vivo pelo IBGE Digital . Os dados também estão disponíveis no Sidra e no Panorama do Censo .
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“Essa é a primeira divulgação a partir do questionário da amostra do Censo Demográfico 2022, que é um questionário mais extenso e foi aplicado em cerca de 10% da população brasileira. No momento, essa divulgação é preliminar, pois o IBGE ainda não delimitou as áreas de ponderação, um processo, já em curso, que passa por consulta às prefeituras, para que as áreas estejam aderentes ao planejamento das políticas públicas”, explica Bruno Mandelli, analista da gerência de Indicadores Sociais do IBGE.
94,6% da população reside em domicílios com paredes externas de alvenaria (com ou sem revestimento) ou taipa com revestimento
Em relação aos elementos estruturais do domicílio, o Censo Demográfico 2022 investigou o material predominante nas paredes externas. Uma proporção de 87,0% da população brasileira residia em domicílios com paredes externas de alvenaria com revestimento ou taipa com revestimento. O segundo material mais comum foi a alvenaria sem revestimento, com 7,6%.
A madeira para construção foi o material predominante nos domicílios de 4,1% da população, seguida pela taipa sem revestimento (0,6%), enquanto 0,1% da população residia em domicílios com paredes de madeira aproveitada de tapume, embalagens ou andaimes. Os materiais não cobertos pelas categorias anteriores compunham as paredes de 0,5% da população em 2022.
Cabe ainda destacar que cerca de 7 mil pessoas, o equivalente a 0,004% da população, viviam em domicílios sem parede. “Conceitualmente no Censo, um domicílio deve ter parede. Entretanto, é feita uma exceção em localidades indígenas, visto que para algumas etnias indígenas brasileiras a casa só tem cobertura. Nesses casos, o IBGE faz essa flexibilização de contabilizar um domicílio que não tenha parede”, destaca Bruno.
De 1970 a 2022, proporção de domicílios com até três cômodos cai 20 pontos percentuais
Fotos: Reprodução/Google
Analisando os dados dos domicílios ao longo dos últimos cinco Censos, observou-se que a proporção de domicílios com até três cômodos caiu de forma consistente, passando de 29,1% em 1970 para 9,0% em 2022. Para o IBGE, cômodos são todos os espaços cobertos por um teto e limitados por paredes (construção vertical que permite limitar, dividir ou vedar espaços) que sejam parte integrante do domicílio, inclusive banheiro e cozinha. Não são considerados cômodos os corredores, varandas e garagens.
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“Houve uma redução expressiva dos domicílios com até três cômodos e uma redução, não de forma tão expressiva, de domicílios com quatro cômodos. A proporção de domicílios de cinco cômodos apresentou aumento, enquanto os com seis ou mais tiveram crescimento até 2000 e depois uma estabilidade, que pode estar relacionada ao fato de o número de moradores por domicílio ter se reduzido, acarretando, possivelmente, em uma menor demanda por domicílios com mais cômodos”, salienta o analista.
Fonte: com informações Gov
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