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Comportamento - 27/06/2025

Casos crescentes de picada de escorpião acendem alerta; saiba como agir

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Foto: Reprodução/Google

Outro fator que contribui para a disseminação dos escorpiões é a facilidade de adaptação ao ambiente urbano, onde há escassez de predadores naturais ? galinhas, lagartos, corujas e sapos, por exemplo.

A presença de escorpiões em ambientes urbanos está se tornando uma preocupação crescente no Brasil. Um estudo realizado por pesquisadores das universidades Estadual Paulista (Unesp), de São Paulo (USP), Estadual do Amazonas (UEA) e Federal de Roraima (UFRR) aponta que os acidentes com esses aracnídeos aumentaram mais de 150% entre 2014 e 2023, totalizando 1.171.846 casos notificados.

 

Publicada em maio no periódico Frontiers in Public Health, a pesquisa revela que as projeções para os próximos anos são ainda mais alarmantes: mais de 2 milhões de ocorrências devem ser registradas entre 2025 e 2033. Mas, segundo os pesquisadores, o número real pode ser ainda maior, já que muitas vítimas não procuram atendimento médico após a picada.

 

Uma das espécies mais perigosas é a Tityus serrulatus, conhecida como escorpião-amarelo. “A presença dessa espécie está mais associada aos quadros graves”, alerta a coordenadora do estudo, Manuela Berto Pucca, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp em Araraquara (SP). “O escorpião-amarelo tem reprodução assexuada, o que permite um crescimento populacional rápido e independente da presença de machos.”

 

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Outro fator que contribui para a disseminação dos escorpiões é a facilidade de adaptação ao ambiente urbano, onde há escassez de predadores naturais — galinhas, lagartos, corujas e sapos, por exemplo. A situação se agrava nos meses mais quentes e úmidos, períodos em que esses animais se tornam ainda mais ativos.O novo estudo reforça a necessidade de políticas pública focadas em prevenção, controle e atendimento rápido às vítimas — principalmente em áreas vulneráveis e de maior densidade populacional.

 

O que fazer após uma picada?

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Ao identificar uma picada de escorpião, garanta a segurança de todos no local, evitando que novas pessoas sejam expostas ao risco. A vítima deve lavar a área afetada com água e sabão para reduzir o risco de infecção. “Não é recomendado fazer torniquete, tentar sugar o veneno ou fazer cortes no local”, orienta Gustavo Fernandes Moreira, coordenador médico do departamento de Emergência do Hospital de Urgências de Goiás (HUGO), unidade pública em Goiânia gerida pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Além disso, o ideal é buscar atendimento médico o mais rápido possível, mesmo que os sintomas pareçam leves. “Se houver dor intensa, pode utilizar medicações analgésicas, como dipirona ou paracetamol, enquanto aguarda a consulta”, recomenda Moreira.

 
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A gravidade do quadro pode variar de manifestações leves — como dor, inchaço e vermelhidão — a complicações como arritmias, hipertensão, dificuldade para respirar, sinais de choque anafilático e, em casos mais graves, risco de morte, especialmente quando o atendimento médico é tardio. Crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Por terem menor peso corporal, ocorre uma maior proporção de veneno, que se espalha com rapidez pelo organismo; idosos e pessoas com doenças cardíacas também merecem atenção especial. 

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

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