07 de Maio de 2026

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Manaus - 13/09/2024

Caso Djidja: mãe diz em depoimento que ex-sinhazinha morreu em decorrência de depressão

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Foto: Reprodução/Google

g1 teve acesso ao interrogatório de Cleusimar Cardoso, realizado durante a audiência de instrução e julgamento do processo que investiga ela e mais nove pessoas por tráfico de drogas.

Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja Cardoso, declarou à Justiça que acredita que a filha morreu de depressão e não devido ao uso excessivo de cetamina. A droga sintética, utilizada tanto em humanos quanto em animais, pode causar alucinações e dependência. Djidja foi encontrada morta no final de maio em Manaus, e a polícia suspeita que a causa da morte tenha sido overdose devido ao uso indiscriminado da substância.

 

O g1 teve acesso ao depoimento de Cleusimar, que foi apresentado durante a audiência de instrução e julgamento no dia 4 de setembro. A audiência investiga Cleusimar, seu filho Ademar Cardoso, o ex-namorado de Djidja, Bruno Roberto, e outras sete pessoas por tráfico de drogas.De acordo com a investigação, a família de Djidja criou o grupo religioso "Pai, Mãe, Vida", que promovia o uso indiscriminado de cetamina. Cleusimar e seu filho estão presos, e o Ministério Público a acusa de estar no núcleo central do esquema de tráfico de entorpecentes.

 

Durante o depoimento de mais de 30 minutos, Cleusimar foi questionada pelo juiz Celso de Paula sobre o uso de cetamina, seu conhecimento sobre a droga e se ela injetava a substância em seus filhos. Cleusimar também abordou as cartas de Cristo e negou que a família estivesse envolvida em uma seita.

 

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Ao contrário dos relatos do depoimento da mãe da ex-sinhazinha, o laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) aponta que a morte Djidja foi causada por um edema cerebral que afetou o funcionamento do coração e da respiração dela. O laudo oficial ainda não foi divulgado pelas autoridades locais.

 

Durante as investigações, a polícia descobriu que Cleusimar, não apenas usava a cetamina, mas também começou a utilizar um livro chamado "Cartas de Cristo" e a realizar um culto baseado em uma interpretação equivocada das escrituras. A partir de então, eles começaram a recrutar outras pessoas, principalmente funcionários do salão de beleza da família.Questionada pelo promotor de justiça André Seffair sobre a causa da morte de sua filha, Cleusimar negou que Djidja tenha falecido devido ao uso de cetamina.

 

Ela afirmou que a filha era "muito depressiva", com o quadro agravado após a morte da avó em junho de 2023 e devido a episódios de traição do então namorado, Bruno Roberto. Segundo Cleusimar, o relacionamento do casal era "conturbado".Cleusimar acrescentou que, além da cetamina, a filha também fazia uso de remédios controlados."A cetamina não foi a solução para Djidja, mas ela lutou contra a depressão usando cetamina. Não que a cetamina tenha causado a morte dela; na verdade, ela tomava altas doses de clonazepam, o que eu considero mais arriscado e perigoso do que a cetamina".

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Ela também revelou que começou a usar cetamina após a morte de sua mãe, em junho de 2023, e que a substância, junto com a maconha, ajudava no tratamento da ansiedade. Cleusimar explicou que pedia cetamina por meio de aplicativos e que nunca injetou a droga em seus filhos.“Eles usavam a droga sozinhos. Eu usava em casa e não participava de negociações ou vendas. Apenas usava na minha mesa, para quem quisesse usar. Antes de começar, estudei sobre a cetamina".Cleusimar também mencionou que usava a cetamina para meditar sobre as chamadas "Cartas de Cristo".

 

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“Enquanto meditávamos nas cartas, isso nos deixava mais tranquilos, menos ansiosos e ajudava a prestar atenção nas palavras”, disse ela.
Por fim, Cleusimar expressou surpresa por estar presa, alegando que era apenas usuária de entorpecentes e que continuaria a meditar sobre as cartas de Cristo após sair da prisão. 

 

Fonte: com informações do Portal G1

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