Nome de suposta organização criminosa se popularizou na década de 1990
Após ser capturado em Caracas, capital da Venezuela, Nicolás Maduro foi levado aos Estados Unidos para responder às acusações de narcotráfico e terrorismo. De acordo com os norte-americanos, o presidente venezuelano é líder de um grupo chamado Cartel de los Soles.
Entre as atividades da organização, estariam o tráfico de drogas para países do Caribe e América do Norte, contrabando de gasolina e mineração ilegal. Segundo o Insight Crime, a estrutura do grupo teria principalmente membros do setor militar em sua formação, além de forças policiais, o poder executivo e funcionários públicos.
Os venezuelanos, porém, negam a existência do Cartel de los Soles. Alguns especialistas seguem a tese do país e não acreditam na organização como um grupo com hierarquia definida. "Não existe tal coisa, então Maduro dificilmente pode ser o chefe disso", disse Phil Gunson, do International Crisis Group, em 2025.
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Foto: Reprodução/Google
Em agosto do ano passado, o presidente colombiano, Gustavo Petro, apontou o uso do nome como pretexto norte-americano para facilitar ações na região da América do Sul. “É uma desculpa fictícia usada pela extrema-direita para derrubar governos que não a obedecem”, escreveu no X - antigo Twitter.
Também tem quem diga que o Cartel de los Soles não é uma organização criminosa com hierarquia definida, mas, sim, uma rede de militares que facilitam o trabalho do tráfico de drogas por meio de corrupção.
Entre acusações e negações, o nome começou a se popularizar na década de 1990. Quando os generais da Guarda Nacional Ramón Guillén Dávila e Orlando Hernández Villegas estavam sendo investigados por tráfico de drogas, ambos usavam uma insígnia com símbolo de sol para designar suas patentes.
Fonte: com informações Terra
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