O evento marcou um passo decisivo rumo à COP30, que será realizada em Belém, e consolidou o protagonismo das mulheres brasileiras na construção de uma agenda climática justa, inclusiva e com equidade de gênero.
A Embaixada da Eslovênia em Brasília foi palco de um encontro histórico que reuniu embaixadoras, parlamentares, lideranças femininas e representantes de organizações da sociedade civil. O evento marcou um passo decisivo rumo à COP30, que será realizada em Belém, e consolidou o protagonismo das mulheres brasileiras na construção de uma agenda climática justa, inclusiva e com equidade de gênero.
A iniciativa é liderada pelo Grupo Mulheres do Brasil, em parceria com instituições como Quero Você Eleita, Instituto AzMina, Elas no Poder, Elas Pedem Vista e Grupo Ser Educacional. Juntas, essas organizações coordenam a elaboração da Carta das Mulheres para a COP30, um documento estratégico que reúne propostas concretas para uma transição climática justa, com foco na inclusão e na igualdade de gênero.
O texto nasce de um amplo processo de escuta e participação social, envolvendo mulheres de todos os biomas e territórios do país. São vozes de indígenas, quilombolas, negras, ribeirinhas, periféricas, jovens e lideranças comunitárias que vivem e resistem nos lugares mais afetados pelas mudanças climáticas. Essa diversidade de experiências e saberes dá força à Carta, que reflete a realidade de mulheres que estão na linha de frente da defesa da vida e do planeta.
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O encontro em Brasília, as participantes destacaram que as mulheres sofrem de forma desproporcional os impactos da crise climática, sendo as mais atingidas por eventos extremos, escassez de recursos e desigualdades agravadas por contextos ambientais. Por isso, defenderam que as políticas climáticas precisam considerar gênero, raça, território e condição social como fatores fundamentais para garantir uma resposta efetiva e humana aos desafios ambientais.
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A Carta das Mulheres para a COP30 é, portanto, mais do que um manifesto. É uma ferramenta de articulação e incidência política que busca influenciar decisões nacionais e internacionais, garantindo que a perspectiva de gênero esteja no centro das negociações e políticas climáticas. As organizadoras reforçam que a justiça climática só será possível se houver também justiça de gênero.

Além de fortalecer o diálogo entre Brasil e outros países comprometidos com o desenvolvimento sustentável, o evento na Embaixada da Eslovênia simbolizou a importância da cooperação internacional em torno da causa. Essa aliança reafirma que as soluções para a crise climática exigem inclusão, representatividade e o reconhecimento do papel essencial das mulheres na preservação dos ecossistemas e na construção de comunidades resilientes.
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O Ministério das Mulheres tem apoiado a iniciativa, por meio do Plano de Ações Integradas Mulheres e Clima, que reúne medidas voltadas para a inclusão de gênero nas estratégias climáticas. O governo brasileiro tem sinalizado o compromisso de integrar essa agenda à presidência da COP30, reconhecendo que cuidar do planeta também significa cuidar das pessoas que o habitam.
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A versão final da Carta será apresentada oficialmente durante a COP30, em novembro de 2025, em Belém. O documento representará a voz de milhares de brasileiras que reivindicam espaço, reconhecimento e participação ativa nas decisões que moldam o futuro ambiental do país e do mundo. A Carta das Mulheres para a COP30 simboliza um movimento coletivo e transformador que une mulheres de diferentes origens, histórias e territórios sob um propósito comum: garantir que a transição ecológica seja guiada por princípios de equidade, solidariedade e justiça social.
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Fotos: Reprodução/Google
Fontes:
CNN Brasil – Evento em Brasília lança Carta das Mulheres para a COP30;
ABDI – Mulheres lideram protagonismo sustentável com carta inédita para a COP30;
Ministério das Mulheres – Plano de Ações Integradas Mulheres e Clima;
Ministério das Mulheres – Brasil quer integrar gênero, cuidado e clima no centro da ação global.
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