Presença de animais em festas acompanha mudanças no convívio social, mas exige atenção para prevenir estresse, desconforto e possíveis riscos à saúde
Blocos lotados, música alta e fantasias coloridas já fazem parte do cenário carnavalesco em muitas cidades brasileiras e, cada vez mais, os cães também aparecem nesse ambiente ao lado de seus tutores. A presença dos pets na festa reflete um novo hábito de convivência, mas traz desafios importantes quando o assunto é saúde e segurança animal.
O Carnaval acontece em um dos períodos mais quentes do ano, com longas exposições ao sol e circulação intensa de pessoas. Para os cães, esse contexto pode representar riscos que vão além do desconforto. Diferentemente dos humanos, os cães não transpiram pelo corpo. A troca de calor ocorre principalmente pela respiração e pelas patas, o que os torna mais vulneráveis em ambientes quentes e asfaltos aquecidos.
Além disso, regiões com menos pelos, como focinho, orelhas e abdômen, ficam mais suscetíveis aos efeitos da radiação solar. Segundo a especialista, a proteção da pele deve fazer parte do planejamento.
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Fotos: Reprodução/Google
“A exposição excessiva ao sol pode provocar queimaduras e lesões cutâneas. O protetor solar veterinário ajuda a reduzir esses danos e precisa ser reaplicado ao longo do dia”, orienta.Outro ponto de atenção são os acessórios típicos da folia. Fantasias e adereços devem ser leves e não limitar movimentos ou respiração. Já a identificação é indispensável: plaquinhas com nome e telefone facilitam o reencontro em caso de fuga, situação comum em ambientes barulhentos.
A decisão de levar o pet para a festa também precisa considerar o perfil do animal. Filhotes, idosos ou cães sensíveis a ruídos podem sofrer com o excesso de estímulos. “Sinais como respiração acelerada, apatia ou dificuldade para andar indicam que o passeio deve ser interrompido imediatamente”, alerta Thaiane.
Após a folia, a atenção continua. Limpar patas e pelagem, oferecer água fresca e observar possíveis alterações no comportamento ajudam a evitar problemas posteriores. Levar o cão ao Carnaval pode ser prazeroso, desde que a prioridade seja o bem-estar do animal. Curtir a festa com responsabilidade é o que garante que a experiência termine em boas lembranças, para tutores e pets.
Fonte: com informações iG
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