C. auris é resistente a medicamentos normalmente usados para tratar infecções por fungos do gênero Candida
Pela terceira vez no Brasil, um surto do “super fungo” Candida auris foi registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nas primeiras semanas do mês de Janeiro. Até o momento, só há um caso confirmado no país e outro em análise.
O episódio confirmado aconteceu em um hospital da rede pública de Recife, Pernambuco (PE). A confirmação foi realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Prof. Gonçalo Moniz (Lacen/BA), em Salvador (BA).
A análise ocorreu por meio do método Maldi-Tof (Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization Time-of-Light), que usa ionização para diagnosticar rapidamente as proteínas de um fungo ou bactéria. O outro caso suspeito ainda está em investigação laboratorial.
Veja também

Brasil recebe primeiro lote de vacinas contra covid-19 para crianças
Compostos da Cannabis podem prevenir Covid-19, Veja resultado de estudo
O Fungo
A transmissibilidade e o alto nível de resistência a antífungicos diferencia C. auris de outras espécies de Candida. A agência cita relatos com número limitado de pacientes, que indicam que infecções invasivas pela espécie levaram de 30% a 60% das pessoas a óbito.
Muitas vítimas já tinham doenças graves que também contribuíram para aumentar o risco de morte. A C. auris está associado alta mortalidade, pois ocasiona infecções na corrente sanguínea, em feridas operatórias, no trato respiratório ou urinário, além de otites.
.jpg)
Foto: Reprodução
Em nota técnica, a Anvisa informa que o fungo é uma grave ameaça à saúde global, pois pode ser multirressistente aos medicamentos disponíveis, normalmente usados para tratar infecções por Candida, pois produz “biofilmes tolerantes a antifúngicos”, segundo a Anvisa. Até 90% das amostras do fungo analisadas revelaram resistência a fluconazol, anfotericina B ou equinocandinas.
O agente infeccioso também resiste a vários desinfetantes, principalmente aos que têm base de quaternário de amônio. Entre as medidas de precaução contra ele, estão o isolamento, a separação de equipamentos de uso individual e a desinfecção apropriada do ambiente hospitalar.
O terceiro Surto
A Anvisa explica em comunicado que, apesar de só haver uma única ocorrência confirmada, considera-se a existência de um surto pois sua definição epidemiológica “abrange não apenas uma grande quantidade de casos de doenças contagiosas de ordem sanitária, mas também o surgimento de um microrganismo novo na epidemiologia de um país ou serviço de saúde."
Fonte:Galileu
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.