21 de Abril de 2026

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Saúde - 06/09/2021

Burnout: conheça a síndrome que afeta mais mulheres e jovens zennials

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Foto: Reprodução

Entenda o que é a Síndrome de Burnout

Sem rede de apoio ocasionado pelo isolamento social , muitas mulheres têm que cuidar da casa, dos filhos sozinhas e ainda exercer suas profissões .

 

Tudo isso gerou uma carga ainda mais pesada do que elas já vivenciavam. A neuropsiquiatra Gesika Amorim explica que a sensação de cansaço contínuo físico, emocional e mental tem nome: Síndrome de Burnout.

 

De cada cinco pacientes que chegam ao consultório do psicanalista com o diagnóstico de burnout, quatro são do sexo feminino.

 

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Síndrome de Burnout - Um mal que está afetando muitos profissionais

 

"É muito mais do que estresse, preocupação ou fadiga, o que todas experimentam de vez em quando. A pessoa não consegue descansar. Pode, dependendo do grau, levar à depressão, ansiedade e distúrbios do sono e de apetite”, detalha.

 

Para a especialista, as mulheres estão mais suscetíveis a experimentarem a Síndrome de Burnout já que exercem muitas tarefas em casa. “Não é de agora, mas a situação se agrava na pandemia. Antes, a mulher tinha uma jornada dupla, trabalhar dentro e fora de casa. Hoje, a jornada é múltipla e agora acumula diversas funções dentro de casa. Ela está sendo professora, ajudando na lição de casa, fazendo o almoço, cuidando da casa e trabalhando”, conta.

 

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COMO IDENTIFICAR A SÍNDROME DE BURNOUT

 

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A Síndrome de Burnout trata-se de um esgotamento físico, emocional e mental devido ao estresse que a mulher sofre por conta das múltiplas tarefas em casa.

 

“Mesmo após uma boa noite de sono, a pessoa vai levantar sentindo-se esgotada como no dia anterior, uma sensação de exaustão que parece não ter fim. Lembrando que é um cansaço geral, com dores no corpo, nervosismo, ansiedade, desânimo e desgaste emocional”, explica a médica.

 

A insônia, a falta de apetite e até o aumento de consumo de bebidas, cigarros e outras drogas também são sintomas associados. Amorim descreve que a quebra de rotina e a ansiedade causada pelas incertezas do futuro, podem potencializar não apenas a Síndrome de Burnout, mas inúmeros transtornos mentais.

 

COMO LIDAR COM A SITUAÇÃO

 

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Amorim aconselha a delegar funções para os outros que estão em casa. “Peça ajuda às crianças, segundo a idade de cada uma, para terem mais autonomia. O mais importante é estabelecer horário para cada coisa, tentar manter a rotina o mais próximo do normal e procurar ajuda se for preciso. Não seja perfeccionista e queira carregar o mundo nas costas”, diz.

 

A especialista comenta que é importante ter um tempo para fazer algo que goste diariamente. “Faça algo para você, como ler um livro, conversar com amigos, caminhar ou meditar. Tenha um momento de ócio”, conta.

 

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Fotos: Reprodução

 

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Ao menor sinal de depressão, ansiedade, irritabilidade, de exaustão física, mental e emocional, Amorim alerta para procurar um psicólogo ou um psiquiatra para um diagnóstico e assim buscar o tratamento ideal.

 

Fonte: IG mail

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