Tem quem ache brega e tem quem use sem medida. As listras, apesar do debate, são um sucesso e tanto. Em 2025, continuam em alta e prometem não cair em desuso
Brega ou não, esse pensamento depende da perspectiva de cada um. Fato é que as listras, mesmo com tanto estigma, são um sucesso e tanto. Muitos consideram cafona, outros arrasam com diversas peças. De certo modo, o que não muda é a certeza de que, não importa quanto tempo passe, essa tendência vai estar sempre entre as mais usadas no universo da moda.
Mas, para além desse debate, é importante ressaltar todo o contexto histórico que envolve esse estilo. De acordo com o produtor de moda e stylist Roberto Schiavinato, as listras transmitem uma espécie de lugar de pertencimento, especialmente porque representavam grupos excluídos pela sociedade. "Para a moda, agora, as listras representam looks clássicos e modernos", destaca. Tanto é que as listras, por exemplo, marcam presença em peças de alfaiataria, como blazer, calça ou colete.
Veja também

Chá antioxidante ajuda a retardar o envelhecimento
Shampoo caseiro com erva aromática cobre fios brancos e nutre o cabelo
Moda entre as gerações
.jpg)
Segundo a professora de moda Krystie Ribeiro, as listras ostentam uma forte carga simbólica de exclusão social e rebeldia. "Na Europa medieval, eram associadas a grupos marginalizados — prisioneiros, prostitutas, pessoas com hanseníase e bobos da corte — que eram obrigados a usar roupas listradas para sinalizar sua exclusão social, sendo chamadas popularmente de 'tecido do diabo'", explica.
Esse uso reforçava a ideia de que as listras representavam desordem e ruptura das normas sociais — pensamento que perdurou através das gerações. Entretanto, a partir dos séculos 18 e 19, passaram por uma transformação simbólica. Durante a Revolução Francesa, por exemplo, foram adotadas como símbolo de luta por liberdade e igualdade, invertendo seu significado para um sinal de rebeldia positiva e resistência.
"Posteriormente, no século 19, as listras tornaram-se uniformes oficiais da Marinha Francesa (camisa Breton), ganhando conotação de ordem, funcionalidade e pertencimento a um grupo respeitado", descreve Krystie. Já no século 20, estilistas como Coco Chanel elevaram as listras à alta moda, associando-as à elegância casual e à intelectualidade. Ícones culturais, como Picasso, Andy Warhol, Brigitte Bardot e James Dean popularizaram, as listras como símbolo de rebeldia artística e juventude contestadora, especialmente nas décadas de 1920 a 1990.
Estilo contemporâneo
.png)
Fotos: Reprodução/Google
Mesmo com tanta história nessa máquina do tempo fashion, esse estilo continua em alta. Krystie afirma que, em 2025, listras bretonas (azul-marinho e branco), estão sendo reinterpretadas por grandes marcas. "A popularidade das listras está ligada à sua associação com liberdade, autenticidade e um estilo artístico e casual, que dialoga com a busca contemporânea por conforto e identidade visual clara, até mesmo em telas digitais pequenas, onde as listras são facilmente reconhecíveis", destaca a professora de moda.
Este ano, as listras breton são o tipo mais proeminente, com pinstripes e soft stripes também em alta, refletindo uma moda que valoriza elegância, versatilidade e nostalgia. Variações, como diagonais e coloridas, oferecem espaço para criatividade, especialmente no contexto preppy e náutico. As verticais finais são consideradas as mais elegantes, segundo Krystie. Esse padrão, geralmente em tons neutros como preto, azul-marinho ou cinza sobre fundo branco ou claro, é um clássico da alfaiataria e exsuda sofisticação e autoridade.
Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.