A inclusão da cultura oceânica no currículo escolar representa um avanço significativo no reconhecimento do papel dos mares na resiliência climática e no combate à pobreza
O Brasil assumiu protagonismo internacional ao assinar o Protocolo de Intenções que insere oficialmente a Cultura Oceânica no currículo escolar brasileiro. Com isso, o Brasil se torna o primeiro país do mundo reconhecido pela UNESCO a assumir o compromisso com a inclusão da Cultura Oceânica no currículo nacional – o chamado Currículo Azul, integrado às escolas de todo o país e adaptado às realidades regionais e locais.
Em um contexto global marcado pelos crescentes impactos da mudança climática — chuvas extremas, ondas de calor, erosão costeira e desafios socioeconômicos e de saúde pública —, a medida reforça o papel crucial da educação para a cidadania planetária, orientada pela ciência e pelo engajamento social. Além disso, demonstra o compromisso brasileiro com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030).
A formalização do Currículo Azul ocorreu durante o Fórum Internacional Currículo Azul, realizado em abril de 2025, em Brasília. Na ocasião, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e o secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação, Gregório Grisa, assinaram o Protocolo de Intenções para incluir a cultura oceânica no currículo escolar nacional. O evento contou com a presença de representantes da ONU e de diversas instituições educacionais.
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Adaptação regional e integração com a BNCC

O Currículo Azul será adaptado às diferentes realidades regionais do país, respeitando as especificidades locais. A proposta é integrar a cultura oceânica de forma transversal ao currículo escolar, alinhando-se às competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Essa abordagem busca desenvolver o pensamento crítico e criativo dos estudantes, promovendo a consciência sobre a importância dos oceanos.
Programa Escola Azul: pioneirismo e expansão
A cidade de Santos foi pioneira ao instituir a cultura oceânica como política pública em 2021. Desde então, o Programa Escola Azul tem se expandido, mobilizando mais de 100 mil estudantes em todas as regiões do país e 20 municípios em quatro estados brasileiros. O programa incentiva a reflexão crítica e ações práticas em prol da sustentabilidade dos oceanos, conectando iniciativas locais e globais.

Fotos: Reprodução/Google
A Unesco reconhece o Brasil como referência global em educação oceânica, destacando o Currículo Azul como exemplo de transformação do conhecimento científico em política pública. A iniciativa alinha-se à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), promovida pela ONU, que visa fortalecer a interface entre ciência e política pública para a resiliência climática.
A inclusão da cultura oceânica no currículo escolar representa um avanço significativo no reconhecimento do papel dos mares na resiliência climática e no combate à pobreza. A medida promove a saúde, a inovação e a justiça ambiental, formando cidadãos mais conscientes e engajados na preservação dos oceanos.
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