Eles consideram necessário encontrar uma solução política para a crise na Ucrânia em suas raízes com vistas a um acordo de paz duradouro e justo
Os governos do Brasil e da China apelaram hoje para que Rússia e Ucrânia aceleram a retomada do "diálogo direto" para pôr fim à guerra. Uma declaração conjunta divulgada nesta terça-feira, 13/5, por ocasião da visita oficial do presidente Lula ao gigante asiático, afirma que os dois países acolhem a sinalização feita pelo líder russo, Vladimir Putin e também a repercussão por parte do presidente Volodymyr Zelensky.
No sábado, 10, Putin disse em raro pronunciamento em rede de TV, que pretende discutir "as raízes" do conflito, com objetivo de alcançar "uma paz sólida e duradoura". Para isso, propôs a realização de "conversas sérias" diretamente entre as partes – com retorno favorável por parte do governo ucraniano.
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"Esse seria o primeiro passo rumo a uma paz firme e sustentável, e não apenas o prelúdio para novas hostilidades armadas após o reabastecimento do Exército ucraniano com armas e pessoal, e a intensa escavação de trincheiras", afirmou Putin, segundo informou a BBC. A possibilidade de abertura de negociações entre os países ocorrerem na próxima quinta (15) foi traçada, e o Zelensky afirmou aceitar o compromisso, desde que Putin compareça pessoalmente.
O Brasil e a China avaliam positivamente os recentes sinais de disposição ao diálogo e manifestam sua expectativa de que as partes possam alcançar um entendimento que viabilize o início de negociações frutíferas, que contemplem as preocupações legítimas de todas as partes. Eles consideram necessário encontrar uma solução política para a crise na Ucrânia em suas raízes com vistas a um acordo de paz duradouro e justo, que seja vinculante para todas as partes no final", diz a Declaração Conjunta.
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Fotos: Reprodução/Google
O documento lembra ainda que Brasil e China conclamaram os países em guerra a "criar condições para a retomada do diálogo", há um ano. Em que lançaram na Assembleia das Nações Unidas, em setembro do ano passado, o Grupo de Amigos da Paz, formado por países do Sul Global – com objetivo de reunir esforços pelo fim do conflito.
Fonte: com informações da Agência Gov
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