Em encontro internacional no Uruguai, ministra Esther Dweck destaca que democracias fortes dependem de Estados eficientes e cooperativos, capazes de promover equidade e fortalecer a cooperação global
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, representou o Governo do Brasil no Encontro Internacional “Alternativas Urgentes para o Multilateralismo”, realizado entre os dias 28 e 29 de outubro, em Montevidéu, Uruguai. O evento reuniu autoridades, pesquisadores e lideranças de diversos países para debater caminhos para reconstruir a cooperação internacional e fortalecer a democracia diante de desafios globais como as mudanças climáticas, a desigualdade e a revolução digital.
Em sua intervenção no painel “Multilateralismo como democracia internacional e como internacionalização da democracia”, a ministra destacou que fortalecer as capacidades estatais é essencial para garantir a democracia e o próprio multilateralismo. “A democracia internacional começa quando cada país é capaz de oferecer à sua população um Estado que funcione, que respeite os direitos, que promova a equidade e que garanta voz aos historicamente silenciados, em uma região tão desigual. Por isso, fortalecer o multilateralismo é também fortalecer os Estados, não para isolá-los, mas para torná-los capazes de cooperar de forma soberana e solidária”, ponderou.
Para a ministra, a capacidade estatal é o alicerce tanto da justiça social quanto da legitimidade das democracias, e o multilateralismo só se sustenta quando cada país é capaz de garantir direitos e promover equidade internamente. “A democracia internacional começa quando cada país é capaz de oferecer a seus cidadãos um Estado que funcione, que respeite direitos e promova a equidade. Sem capacidade estatal, não há democracia que se sustente. E sem democracias fortes, não há multilateralismo legítimo”, afirmou a ministra.
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Fotos: Reproudução/Google
Esther Dweck também ressaltou o papel do Brasil na defesa de uma cooperação global baseada na dignidade humana e na solidariedade entre as nações. Durante sua fala, citou duas iniciativas lançadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Coalizão de Presidentes pela Defesa da Democracia, ambas vistas pelo governo brasileiro como exemplos de multilateralismo transformador, voltado para resultados concretos e para o fortalecimento das instituições democráticas. “O Brasil saiu recentemente do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas, um marco simbólico e material de que a ação pública pode transformar realidades quando guiada pelo compromisso político, pela capacidade institucional e pela cooperação social. Essa conquista não é só brasileira; é latino-americana. É uma prova de que a política, quando bem orientada, continua sendo o maior instrumento de justiça social que temos”, afirmou.
Ao tratar das iniciativas brasileiras em curso e da agenda de fortalecimento institucional, a ministra ressaltou que o país tem buscado promover uma nova cultura de cooperação, baseada na troca de experiências e na aprendizagem coletiva. Segundo ela, a construção de um Estado moderno e inclusivo exige integração entre diferentes esferas de governo e diálogo permanente com a sociedade e o meio acadêmico. “O governo do presidente Lula acredita que a construção de Estados mais eficientes, transparentes e participativos depende do compartilhamento de experiências e do fortalecimento de redes de cooperação entre governos, universidades e sociedade civil”, afirmou.
A ministra Esther Dweck encerra, nesta ocasião, sua gestão como presidenta do Conselho Diretivo do Clad (biênio 2024–2025), período marcado pela expansão institucional e pela consolidação de novas parcerias regionais. A agenda contou também com a presença de Francisco Legnani, intendente do Departamento de Canelones, destacando a importância da iniciativa para o fortalecimento da cooperação entre os países.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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