O enriquecimento de urânio por parte do Irã é um dos fatores que travam um possível acordo nuclear do país com os Estados Unidos
O governo do Brasil expressou apoio ao enriquecimento de urânio e o uso da energia nuclear pacífica por parte do Irã, em meio ao impasse entre o país persa e os Estados Unidos.
Os dois países tentam chegar a um acordo, que busca impedir Teerã de construir uma arma de destruição em massa, em troca do alívio de sanções econômicas.
O posicionamento brasileiro foi expresso pelo assessor especial de assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, na quarta-feira, 28/5.
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- Desde que assumiu o governo dos EUA, Donald Trump diz que uma das prioridades da sua administração é impedir o avanço do programa nuclear do Irã.
- Logo nos primeiros dias de seu segundo mandato, o líder norte-americano implementou uma “política de pressão máxima” contra Teerã, por meio de sanções.
- Em 12 de abril, EUA e Irã iniciaram negociações indiretas sobre um possível acordo nuclear entre os dois países.
- EUA e Irã chegaram a firmar um pacto nesse sentido em 2015. Trump, contudo, decidiu abandonar o acordo em 2018.
- Até o momento, cinco rodadas de negociações já aconteceram. A última delas em Roma, na Itália.
- Os dois lados, no entanto, não chegam a um consenso sobre os termos do acordo. Isso porque os EUA colocam o fim do enriquecimento de urânio, por parte do Irã, como condição principal para o pacto. Teerã vê a exigência como inaceitável.
Amorim estava na Rússia para a 13ª Reunião Internacional de Altos Representantes para Questões de Segurança, realizada na capital Moscou. Lá, o assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com uma delegação iraniana liderada pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (SNSC).
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Fotos: Reprodução/Google
“Os dois lados enfatizaram a importância de consultas contínuas entre países independentes para combater o unilateralismo”, disse um comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana. “Amorim expressou o apoio do Brasil ao direito do Irã de utilizar energia nuclear pacífica e enriquecimento [de urânio]”. Organizada pela Rússia, a reunião em Moscou contou com representantes de mais de 100 países, segundo a mídia estatal russa. O encontro aconteceu entre os dias 27 e 29 de maio.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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