15 de Abril de 2026

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Geral - 11/03/2022

Bolsonaro tem de aprender a respeitar as religiões

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Foto: Reprodução

Em Brasília Bolsonaro recebe líderes evangélicos, em 2020

Chamar gente para uma reunião sem explicitar a pauta do encontro significa que o anfitrião possui, no mínimo, uma agenda camuflada. Sem agenda ele não está.

 

Foi assim que o presidente Jair Bolsonaro agiu ao convidar pastores evangélicos, ministros de Estado, líderes políticos e parlamentares para uma conversa informal no Palácio da Alvorada.

 

O que ele queria mesmo era a presença dos religiosos, e a forçada de barra, com direito a lágrimas, ao tocar no assunto da facada que o feriu em 2018 durante a campanha à eleição presidencial evidenciou que o motivo da reunião era um só: pedir apoio a sua reeleição.

 

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Bolsonaro, a certa altura da conversa, implorou por adesão: “eu dirijo a Nação para o lado que os senhores desejarem”. Pedir votos de forma mais descarada é impossível. E de forma mais mentirosa, também.

 

Jair Bolsonaro sabe de um importante ponto: o Brasil é uma República e, como tal, o Estado é laico. Não pode ele, Bolsonaro, privilegiar o “lado” que os evangélicos “desejarem” para os rumos do País, nem pode ele, Bolsonaro, atender exclusivamente, nesse sentido, católicos, umbandistas, anglicanos, judeus ou todas as demais religiões existentes no País.

 

Bispo Macedo orando pelo Presidente Bolsonaro no Templo de Salomão -  01/09/19 - YouTube

 

O presidente da República, no Brasil republicano e democrático, tem de governar para todos os brasileiros sem distinção de credo, etnia, gênero ou condição social. Todas as religiões e todos os credos merecem respeito. Bolsonaro não pode fazer deles instrumentos de demagogia.

 

Deus acima de tudo". Qual o Deus de Jair Bolsonaro? Quem será salvo?

 

Seria interessante se Bolsonaro repetisse essa fala a outros religiosos. Dita uma vez já é demagogia pura, imagine se ele a repetisse a líderes de diversas crenças? E é demagogia porque fica implícita a seguinte questão: e se outra religião optar por outro destino (“lado”) para o País que não o destino (“lado”) escolhido, por exemplo, pelos evangélicos?

 

Antes de ir à Band, Bolsonaro ora para enfrentar "covil dos ursos". Veja  vídeo - Congresso em Foco

Fotos: Reprodução

 

E aí, como é que fica? E se os umbandistas, por sua vez, quiserem outro rumo?

 

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Tudo isso são somente reflexões que valorizam todas as religiões de forma isonômica e respeitosa, até porque está chegando o crepúsculo de Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto — é mais fácil manadas passarem ao mesmo tempo pelo buraco de uma agulha do que ele ser reeleito. E há, finalmente, um detalhe importante: seja qual for a religião, ela sempre vai querer o bem do Brasil. E o bem do Brasil só é possível com Bolsonaro no ostracismo político.

 

Fonte: Portal Revista IstoÉ

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