Ex-prefeito do Rio de Janeiro não foi aceito pelas autoridades sul-africanas
O presidente Jair Bolsonaro retirou a indicação do ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos) para assumir a embaixada do Brasil na África do Sul. A desistência acontece seis meses após a indicação. Crivella dependia da aprovação das autoridades sul-africanas, o que não aconteceu. A informação foi revelada pelo jornal "Folha de S.Paulo" e confirmada pelo Globo.
O governo brasileiro aguardava da África do Sul uma resposta ao pedido de agrément para que Crivella pudesse assumir o posto de embaixador. Um pedido de agrément consiste em receber o consentimento de um país para que determinado diplomata estrangeiro seja nomeado para função no território.
Um pedido de agrément sem resposta significa que o indicado não foi aceito pelas autoridades locais. Em função disso, o Brasil retirou a indicação do ex-prefeito.
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Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. A indicação ao posto de embaixador foi um agrado de Bolsonaro à Universal. O grupo religioso tem enfrentado problemas em países africanos, como a Angola. Em agosto, Crivella chegou a encontrar o vice-presidente, Hamilton Mourão, para agradecer ao apoio dado pelo vice à crise da Igreja Universal do Reino de Deus no país.

Fonte: Reprodução
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse em setembro que a decisão sobre a aceitação de Crivella como embaixador do Brasil no país caberia ao ministério das Relações Internacionais e Cooperação sul-africano.
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O atual representante brasileiro na África do Sul, Sérgio Danese, foi indicado para assumir o posto de diplomata no Peru. Por isso, a embaixada do Brasil na África do Sul deve ficar sob comando de um encarregado de negócios. Ainda não foi feita nenhuma nova indicação de diplomata para o país africano.
Fonte: iG
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