03 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 04/10/2025

Beleza, dor e cultura: confira as práticas corporais que marcaram as mulheres ao longo da História

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Muitas dessas práticas, hoje vistas como extremas ou até mesmo cruéis, eram rituais de identidade que moldaram gerações.

Ao longo dos séculos, diferentes sociedades criaram padrões de beleza que ultrapassavam a estética e se tornavam símbolos de status, espiritualidade, força e pertencimento cultural.

 

Muitas dessas práticas, hoje vistas como extremas ou até mesmo cruéis, eram rituais de identidade que moldaram gerações.

 

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Pés de Lótus: a dor como símbolo de delicadeza

 

 

 

Na China do século X, surgiu o costume de amarrar faixas nos pés das meninas ainda pequenas para impedir o crescimento natural. Esse processo, doloroso e deformador, ficou conhecido como “Pés de Lótus” e perdurou por séculos, sendo especialmente comum durante a Dinastia Song. Apenas no século XX a prática foi abolida, deixando marcas profundas na história das mulheres chinesas.

 

Pescoço Alongado: a beleza entre os Kayan Lahwi

 

 

 

No sudeste de Myanmar, a comunidade indígena Kayan Lahwi perpetua até hoje o uso de argolas de cobre em torno do pescoço. Quanto mais longo ele parecer, mais bela é considerada a mulher. Esse costume, além de estético, é carregado de simbolismo cultural, sendo uma das tradições mais conhecidas da Ásia.

 

Botoques: identidade entre os Mursi da Etiópia

 

 

 

O povo Mursi, no sul da Etiópia, mantém práticas corporais que resistem à globalização. As mulheres usam botoques – discos de madeira ou argila inseridos nos lábios –, além de anéis e adornos corporais. Mais do que estética, essa tradição é uma marca de identidade e resistência cultural.

 

Crânios Alongados: a busca pela forma perfeita

 

 

 

Na cultura pré-incaica paraca, o uso de faixas para alongar o crânio era sinônimo de beleza e status. Além disso, a trepanação craniana, feita com brocas de obsidiana, era utilizada não apenas em tratamentos médicos, mas também como prática ritualística.

 

Escarificações: força e diferenciação social

 

 

 

Diversas culturas africanas utilizam a escarificação – cortes feitos na pele com ferramentas afiadas – como forma de demonstrar força e resiliência. As cicatrizes, além de embelezar, marcam a identidade social e diferenciam indivíduos dentro de uma mesma comunidade.

 

Ta Moko: a tatuagem como herança espiritual

 

 

 

Entre os maoris da Nova Zelândia, a tatuagem facial Ta Moko é um patrimônio cultural. Cada traço é permanente e carrega a história familiar, a posição social e o pertencimento espiritual. Durante muito tempo, era símbolo das lideranças e do alto escalão das sociedades polinésias.

 

Espartilho: moda europeia que moldou gerações

 

 

 

Na Europa do século XIX, o espartilho se tornou sinônimo de feminilidade. Conhecido como corpete, tinha como objetivo afinar a cintura das mulheres, valorizando a silhueta. Embora associado à elegância, também era responsável por sérios problemas de saúde, já que comprometia a respiração e a estrutura óssea.

 

Ohaguro: a beleza do sorriso negro

 

 

 

No Japão e em outros países asiáticos como Filipinas e China, até o século XIX era comum o ohaguro – o tingimento dos dentes de preto com limalha de ferro e vinagre. Longe de ser algo estranho, esse costume simbolizava maturidade, status social e nobreza, especialmente entre a aristocracia.

 

Kakinitsi: a marca no rosto dos povos indígenas

 

 

 

Entre povos indígenas, o kakinitsi refere-se às tatuagens faciais, realizadas com significados espirituais e sociais profundos. Essas marcas, permanentes, carregam histórias de pertencimento, força e resistência.

 

Entre Beleza e Sofrimento: reflexões necessárias

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Essas práticas mostram que o conceito de beleza não é universal, mas sim construído culturalmente. O que em algumas culturas foi sinônimo de poder e identidade, em outras pode ser visto como opressão e dor.

 
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Ao revisitar tais costumes, percebe-se que o corpo sempre foi palco de disputas entre liberdade, identidade e padrões sociais. Se por um lado carregam memórias ancestrais, por outro revelam a eterna busca humana por aceitação e pertencimento.

 

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