O encontro que marcou os dez anos de fundação do chamado "Banco do BRICS" ocorreu no Rio de Janeiro, às vésperas da Cúpula. Nele, o Conselho de Governadores do NDB aprovou a entrada da Colômbia e do Uzbequistão na organização.
O segundo e último dia da 10ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), no último dia 5/7, foi marcado pela adesão de dois novos membros e apelos por uma "reglobalização sustentável" e um "FMI mais representativo". As afirmações foram feitas por Dilma Rousseff, presidenta do NDB, e por Fernando Haddad, ministro da Fazenda do Brasil.
O encontro que marcou os dez anos de fundação do chamado "Banco do BRICS" ocorreu no Rio de Janeiro, às vésperas da Cúpula. Nele, o Conselho de Governadores do NDB aprovou a entrada da Colômbia e do Uzbequistão na organização. Com isso, o banco chega a 11 membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Egito, Argélia e os dois novos países. A inclusão de mais membros ao Banco do BRICS ocorre de forma paralela à expansão do agrupamento de economias emergentes. Ou seja, nem todos que ingressam no NDB fazem parte do BRICS.
A adesão dos novos membros foi destacada pela presidenta do NDB, Dilma Rousseff, como uma das prioridades do Banco. Além disso, também estão o financiamento e captação em moedas locais e investimento em infraestrutura. Uma das estratégias do NDB é conceder 30% de financiamentos em moedas locais no período de 2022 a 2026. Para a presidente, essas ações consolidam o banco como "feito pelo Sul Global para o Sul Global".
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Mais representatividade
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Durante discurso para os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais dos países do BRICS, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que está em negociação o documento intitulado “Visão do Rio de Janeiro para o FMI”. O foco seria um endosso conjunto dos representantes de economias do Sul Global para um “Fundo Monetário Internacional (FMI) mais representativo”.
O texto inédito citado por Haddad faz parte das discussões dos países do Sul Global para obter mais representatividade em conselhos e foros internacionais. O debate iniciou na Cúpula do G20, no ano passado, também sob presidência brasileira, quando as 19 maiores economias do mundo, União Europeia e União Africana aprovaram, em consenso, um documento que reivindica uma reforma na governança global em diferentes setores.
No Conselho de Segurança e Secretariado da Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, a reforma propõe incluir mais mulheres e países da Ásia, África, América Latina e Caribe. Também foi sugerida a criação de uma 25º cadeira no FMI para representação da África Sub-Saariana.

Fotos: Reprodução/Internet
Em continuidade da agenda de reforma de governança global, o ministro citou também a “reglobalização sustentável” em seu discurso. Segundo ele, o movimento seria uma nova globalização, baseada no desenvolvimento igualitário da humanidade em aspectos sociais, econômicos e ambientais. As propostas para isso seriam:
Facilitar o comércio e o investimento entre os países do BRICS;
Reforçar a coordenação sobre as reformas do sistema monetário e financeiro internacional;
Diálogo intra-BRICS sobre parcerias público-privadas, tributação e aduanas, com especial atenção à tributação de indivíduos de altíssima renda;
Tropical Forest Forever Facility, um modelo de financiamento climático no qual países que tenham florestas tropicais e que atuem na sua preservação sejam recompensados financeiramente. O BRICS trabalharia em conjunto com a presidência brasileira para lançar essa proposta na COP30.
A Cúpula do BRICS também discutiu questões relacionadas ao que foi apresentado na 10° Reunião do Novo Banco de Desenvolvimento. O encontro dos países membros do BRICS ocorreu nos dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro. O Brasil segue na presidência do conjunto de países emergentes até 31 de dezembro de 2025.
Fonte: com informações Gov
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