Apesar do aumento de 10% no número de mulheres eleitas prefeitas em comparação ao mandato anterior,
A presença feminina no comando das prefeituras no Brasil alcançou novas marcas nas eleições municipais de 2024. Entre os estados com maior proporção de mulheres eleitas prefeitas, o destaque vai para o Nordeste e o Norte do país. Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Roraima lidera com 26,6% das prefeituras governadas por mulheres, refletindo os resultados do primeiro turno.
Apesar do aumento de 10% no número de mulheres eleitas prefeitas em comparação ao mandato anterior, o percentual total ainda é considerado baixo. Atualmente, apenas 15,5% das prefeituras do Brasil serão comandadas por mulheres. Foram eleitas 724 prefeitas contra 656 no mandato vigente, enquanto os homens continuam ocupando a ampla maioria, com 4.746 prefeitos eleitos no primeiro turno. Esse cenário reforça a necessidade de políticas que incentivem a participação feminina na política, visto que a desigualdade de gênero no poder municipal ainda é significativa.
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Destaque por regiões e estados
O Norte e o Nordeste aparecem como as regiões mais expressivas em termos de representatividade feminina. No Nordeste, estados como:
• Rio Grande do Norte: 25,6%
• Paraíba: 24,4%
• Alagoas: 23,5%
• Ceará: 20,8%
Já na região Norte, os destaques incluem:

• Pará: 20%
• Maranhão: 19,5%
• Tocantins: 18%
• Amazonas: 18%
Todos esses estados superam a média nacional de 15,5%. Por outro lado, a região Sudeste apresenta índices abaixo da média nacional, com destaque negativo para o Espírito Santo. O estado teve apenas 2 mulheres eleitas entre 76 municípios, representando 2,6% do total.
O caminho para maior igualdade
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Os dados reforçam a necessidade de ampliar a participação feminina na política, promovendo maior igualdade de gênero no poder público. Programas de formação e financiamento de campanhas eleitorais para mulheres, além de iniciativas que combatam a violência política de gênero, podem ser caminhos importantes para reduzir as desigualdades.
Em um cenário em que as mulheres compõem mais de 50% da população brasileira, sua presença em espaços de poder ainda está longe de ser proporcional. Contudo, os avanços registrados em 2024 mostram que a luta pela igualdade continua avançando, ainda que em ritmo lento.
A liderança do Norte e Nordeste em representatividade feminina no poder municipal é um marco significativo na luta pela igualdade de gênero na política brasileira. Esses avanços refletem não apenas o crescimento da conscientização sobre a importância das mulheres nos espaços de decisão, mas também o resultado de esforços coletivos para superar barreiras históricas e culturais.

Fotos: Reprodução/Google
Embora o percentual de mulheres eleitas ainda esteja abaixo do ideal, os dados demonstram um movimento promissor de inclusão e diversidade no cenário político. É essencial que esse progresso seja sustentado e ampliado, com investimentos em educação política, incentivos para candidaturas femininas e a construção de um ambiente mais igualitário e seguro para as mulheres no poder.
A trajetória de transformação só será completa quando a representatividade feminina não for mais uma exceção, mas uma norma que reflita a diversidade e força das mulheres brasileiras. O Norte e o Nordeste mostram que o futuro pode, e deve, ser mais inclusivo.
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