Durante os dois dias do evento, foram debatidos temas como a importância da batimetria e o papel dos terminais privados, soluções logísticas e desafios para o transporte de petróleo e derivados, e as expectativas para estiagem de 2024 e seus impactos na n
A Marinha do Brasil e a Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (Proa) realizaram na quinta, 12, e sexta-feira, 13, pela primeira vez em Manaus, o fórum Permanente de Segurança da Navegação. O evento contou com especialistas e autoridades marítimas para debater estratégias que garantam a navegabilidade e a segurança durante o período crítico da seca extrema que afeta o Amazonas.
Durante os dois dias do evento, foram debatidos temas como a importância da batimetria e o papel dos terminais privados, soluções logísticas e desafios para o transporte de petróleo e derivados, e as expectativas para estiagem de 2024 e seus impactos na navegação.
Segundo o diretor-presidente da Proa, João Romero, o evento buscou reunir todos os envolvidos que possuem um papel importante para minimizar os efeitos da vazante. “A gente achou muito importante fazer esse fórum logo antes do período de seca mais severa e buscou congregar todos aqueles atores que tem um papel de mitigar os efeitos da estiagem“, afirmou.
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O vice-presidente da Proa, João Romero
Romero informou também que, a partir deste ano, o fórum passa a ser permanente em Manaus. “Desse ano em diante, esse fórum vai ser permanente e mais do que apresentar as palestras, é juntar todas as pessoas no mesmo lugar para discutir essas soluções”, informou.
O professor da Universidade de São Paulo (USP) Eduardo Tannuri foi um dos palestrantes do evento, e explicou como funcionam os estudos para os simuladores de manobras que são desenvolvidos junto à Marinha do Brasil. “O que a gente faz é testar novos navios, novos terminais, novas realidades, novos cenários, um evento interessante e necessário de simular, a Marinha exige que seja feita as simulações, devido as alterações da seca extrema”, disse.De acordo com o comandante do 9° Distrito Naval, vice-almirante João Alberto de Araujo Lampert, a Marinha do Brasil lançou o plano de ação desde abril deste ano prevendo a seca que se concretizou, afetando severamente o Amazonas.

O professor da USP Eduardo Tannuri
“A Marinha do Brasil desde abril lançou o plano de ação já deslumbrando a seca que se avizinharia aqui na região em 2024. Sabemos que todos os anos a gente tem o período da seca, mas esse ano já havia essa previsão que está se concretizando agora de uma seca mais severa”, afirmou Lampert.Em julho deste ano, a Marinha do Brasil proibiu a navegação noturna para todas as embarcações no trecho do Rio Madeira.
Fonte: com informações da Revista Cenarium
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