O tipo de agressão mais denunciado foi a violência psicológica, que, apesar de muitas vezes não deixar marcas visíveis
De acordo com dados divulgados pelo Ministério das Mulheres na terça-feira, 4/02 , o serviço Ligue 180 registrou 750,7 mil atendimentos ao longo de 2024. Desses, 132.084 foram denúncias de violência contra a mulher, um aumento preocupante de 15,2% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 114.626 casos.
O tipo de agressão mais denunciado foi a violência psicológica, que, apesar de muitas vezes não deixar marcas visíveis, tem impactos devastadores na vida das vítimas. Essa forma de violência inclui humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ameaça e controle excessivo.
Veja também

O que é a machosfera e como ela afeta a vida das brasileiras
Entendendo a violência psicológica contra mulheres: por que é tão difícil identificá-la?
Efeitos da violência psicológica na mente e no corpo
A violência psicológica pode ter consequências graves e duradouras para a saúde mental e física das vítimas. Os efeitos incluem:
• Ansiedade e depressão: Mulheres submetidas a esse tipo de abuso frequentemente desenvolvem quadros de ansiedade intensa e depressão severa;
• Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): Muitas vítimas revivem os momentos de abuso e desenvolvem medo constante, insônia e pesadelos;
• Baixa autoestima e sentimento de culpa: A manipulação emocional leva a vítima a duvidar de si mesma, sentir-se inferior e acreditar que merece o abuso;
• Problemas físicos: O estresse contínuo pode desencadear dores de cabeça, problemas gastrointestinais, hipertensão e até doenças autoimunes;
• Síndrome do pânico: Em muitos casos, a mulher desenvolve crises de pânico e medo intenso, dificultando sua autonomia e independência.
Denúncia e apoio são fundamentais
(1).jpeg)
Os estados com maior número de denúncias foram São Paulo (31.227), Rio de Janeiro (21.528) e Minas Gerais (12.815). Bahia (9.090) e Rio Grande do Sul (6.153) também apresentaram números alarmantes, reforçando a necessidade de medidas efetivas para combater a violência de gênero.
Diante desse cenário, projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos das mulheres seguem com um papel fundamental na conscientização e no combate à violência. O Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast, idealizado por Maria Santana, continuarão promovendo debates, dando voz às vítimas e denunciando casos de violência contra mulheres na Amazônia e em todo o país.
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.