06 de Maio de 2026

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Violência contra Mulher - 17/10/2024

Assédio moral no trabalho: a violência que adoece profissionais

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Foto: Reprodução/Google

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) define o assédio moral como a ?exposição de pessoas a situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, de forma repetitiva e prolongada?

Indiferença, questionamentos excessivos e constrangimento são alguns dos comportamentos que caracterizam o assédio moral no trabalho. A toxicidade presente nos relacionamentos profissionais adoece e até mata mulheres brasileiras. A pesquisadora e palestrante sobre qualidade de vida no trabalho Karina Uchôa e a especialista em saúde mental Bianca Mayumi explicam as consequências do assédio moral no trabalho para as mulheres.

 

O que é assédio moral no trabalho?

 

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) define o assédio moral como a “exposição de pessoas a situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, de forma repetitiva e prolongada”. É ainda “uma conduta que traz danos à dignidade e à integridade do indivíduo, colocando a saúde em risco e prejudicando o ambiente de trabalho”.

 

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A pesquisadora Karina Uchôa vê o assédio como “uma violência silenciosa do cotidiano”. São atos, palavras e comportamentos que diminuem o profissional ao ponto de adoecê-lo. De acordo com o mais recente Mapa do Assédio divulgado pela KPMG, 42% dos brasileiros entrevistados afirmaram sofrer ou já ter sofrido assédio moral ou psicológico, a maioria no ambiente de trabalho (33%). Apenas 20% denunciaram seus agressores.

 

Em 2022, o TST recebeu em média 6,4 mil ações de assédio moral no trabalho por mês. Ao todo, foram 77,5 mil ações ajuizadas no ano, crescimento de 50% em relação ao ano anterior, que registrou 52 mil casos. A região Sudeste (77%) lidera os casos de violência no trabalho, no estudo da KPMG. São Paulo também concentrou a maior demanda, que corresponde a 57%, segundo o relatório da companhia. “Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar e Minas Gerais o terceiro.

 

A violência ocorre com homens e mulheres, mas elas são mais atingidas. Sob um recorte de gênero, o Instituto Patrícia Galvão identificou que as mulheres (92%) sofrem mais situações de constrangimento e assédio do que homens. Desse levantamento, 33% dos casos de humilhação tiveram mulheres como alvos, 40% já foram xingadas e têm seus trabalhos supervisionados excessivamente, 37% frequentemente não têm suas opiniões levadas em consideração. Os mesmos pontos não superam 16% entre os homens.

 

 

 

“A justiça reconhece que essas ações negativas são frequentes, mas já temos casos em que uma atitude constrangedora desproporcional implica em um impacto psicológico irreversível, podendo gerar inclusive incapacidade laboral”, afirma Karina Uchôa.A violência no ambiente de trabalho pode ser cometida por lideranças, superiores, colegas de mesma hierarquia, até mesmo por colaboradores subordinados. São todos aqueles que praticam o ato de assediar moralmente o outro ou que se omitem ao ver tal situação ocorrer.Com base nos seus agentes e abrangência, o Tribunal Superior do Trabalho classificou a violência em seis tipos de assédio moral. Veja a seguir quais são:

 

Interpessoal: o assédio moral interpessoal no trabalho ocorre de forma direta, entre pessoas de uma mesma equipe. O único objetivo é “prejudicar ou eliminar o profissional na relação com a equipe”, define o TST. A dinâmica de violência psicológica classifica o assédio interpessoal em mais quatro grupos, vistos a seguir.

 

Vertical descendente: sua principal característica é a hierarquia. No assédio moral vertical descendente, superiores, coordenadores e outros níveis de liderança usam de sua posição para colocar o colaborador subordinado em situações desconfortáveis, a fim de puni-lo ou demonstrar poder.

 

Vertical ascendente: nesta classificação, a violência ocorre em relação aos chefes. A equipe ou pessoa subordinada constrange, questiona em demasia ou mesmo desobedece o novo gestor por não vê-lo como uma autoridade, por exemplo. A hierarquia em relação à atividade, neste caso, é desrespeitada.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Assédio moral horizontal: situação de violência entre colaboradores de mesmo nível hierárquico. Para o TST, é motivado por disputas e competições. Sua principal característica é o bullying – quando a vida pessoal e outras características também são apontadas para diminuir o outro.

 

Assédio moral misto: neste caso, ocorre tanto o assédio moral vertical quanto o horizontal. Tal característica estimula a ação de outros colaboradores e lideranças, agravando ainda mais a violência e tornando-a coletiva.

 

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Institucional: ocorre quando a cultura organizacional estimula o ambiente de trabalho hostil, omitindo-se ante a situação. “O assediador sempre será uma pessoa e um agente da violência. Instituições são feitas de pessoas; logo, por mais que exista uma contracultura organizacional, ela é exercida por representantes da instituição”, explica a pesquisadora.

 

A violência psicológica no ambiente profissional se apresenta de várias formas. Nem sempre o próprio agressor a reconhece como tal. Veja a seguir como reconhecê-las na rotina de trabalho presencial e home office, além de como denunciá-la. 

 

Fonte: com informações Portal Dicas de Mulher

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