A Casa Azul Amazônia atende crianças com deficiência em vulnerabilidade social e está instalada no bairro Dom Pedro.
A artista digital Paola Honda Castro leva à Casa Azul Amazônia, na quarta-feira, dia 26, uma extensão social de seu projeto “Lendas e Crenças Tradicionais Japonesas”, transformando cultura em ferramenta de estímulo, afeto e desenvolvimento cognitivo para crianças atendidas pela instituição. A Casa Azul Amazônia atende crianças com deficiência em vulnerabilidade social e está instalada no bairro Dom Pedro.
A ação integra o projeto contemplado pelo Fundo Estadual de Cultura, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e materializa uma leitura essencial sobre o papel do artista na sociedade: a arte não se encerra no museu, tampouco existe apenas como expressão estética — ela pode ser ponte, cuidado, presença.
Para interagir com esse público, Paola preparou um pequeno livro de histórias para colorir, baseado nas lendas da sua exposição em cartaz no Palacete Provincial. Originalmente digital e vibrante em cor, o material foi adaptado para preto e branco, acompanhado de textos simplificados, garantindo que crianças com deficiências físicas, intelectuais ou múltiplas possam interagir com autonomia e prazer.
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Foto: Divulgação
Serão distribuídos 100 kits com livro, lápis de cor, apontador e adesivos de sakura — a flor de cerejeira, símbolo de renovação e um dos contos presentes na publicação. “Minha intenção foi contribuir, com a minha arte, para as atividades de arteterapia desenvolvidas pela Casa Azul Amazônia: os desenhos poderão ser pintados pelas crianças e pelos jovens, e os contos poderão ser lidos pelos pais, responsáveis ou monitores, permitindo, assim, um momento de contato acolhedor, estimulando o imaginário e ensinado valores fundamentais da humanidade, tão bem tratados nesse tipo de literatura.” – comentou a artista.
A ideia dialoga com o cotidiano da Casa Azul, onde terapias como hidroterapia, psicomotricidade, psicologia e fonoaudiologia transformam vidas. A arquiteta e urbanista Márcia Honda Nascimento Castro, mãe da artista e responsável pelos textos do projeto, destaca o valor social da iniciativa: “A artista usa o seu talento para contribuir com as ações da Casa Azul Amazônia, levando conhecimento lúdico sobre a cultura japonesa a crianças que dificilmente teriam acesso a esse universo. É um ato de responsabilidade social”, acrescentou.
Em territórios onde a vulnerabilidade afasta oportunidades, a aproximação com novas referências culturais abre horizontes. Pelo desenho, pela história, pela brincadeira — formas simples e poderosas de construir vínculos e estimular a criatividade.
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