Nascida em São Paulo, no dia 18 de dezembro de 1949, Arlete adotou o Amazonas como sua terra do coração há mais de trinta anos.
No Dia Internacional da Mulher de 2025, prestamos homenagem à professora Arlete Anchieta, um dos grandes nomes da militância social e acadêmica no Amazonas.
Nascida em São Paulo, no dia 18 de dezembro de 1949, Arlete adotou o Amazonas como sua terra do coração há mais de trinta anos. Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a assistência social, a educação e a luta pela igualdade racial e de gênero, sua contribuição tem sido inestimável para o desenvolvimento social da região.
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Uma Carreira de Dedicação e Conhecimento

Arlete Anchieta se formou em Assistência Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1972. Ao longo de sua carreira, especializou-se em Administração Hospitalar, Saúde Pública, Psicologia Hospitalar e Diversidade – Raça e Etnia. Além disso, obteve o título de Mestre em Gestão Educacional pela Universidade Politécnica Salesiana do Equador.
Sua atuação em Manaus e no interior do Amazonas tem sido de extrema relevância. Na década de 1980, implantou a rede de creches municipais da Prefeitura de Manaus. Em Iranduba, atuou como Secretária Municipal de Assistência Social por duas gestões, estruturando a Assistência Social do município e sendo a principal responsável pela criação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e da Associação de Amparo à Mulher de Iranduba (AAMI). Seu compromisso com a promoção da igualdade racial levou à organização da 1ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial, tornando Iranduba um dos poucos municípios, além da capital, a debater o racismo e preconceito de forma estruturada.
Docência e Pesquisa: A Formação de Novas Gerações

Com uma carreira acadêmica brilhante, Arlete Anchieta foi docente da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da Faculdade Salesiana Dom Bosco (FSDB), onde atuou até 2016 como coordenadora de Estágio Supervisionado do Curso de Serviço Social. No curso de Pós-Graduação em Gestão em Saúde da FSDB, foi responsável pelo módulo de Políticas Especiais de Saúde para a população negra e indígena. Suas pesquisas sempre tiveram como foco as questões étnico-raciais, abordando as políticas afirmativas na Assistência, Educação e Saúde, além da Segurança Alimentar e Nutricional para populações vulneráveis.
Atuação Militante e Reconhecimentos

Participante ativa da luta por direitos sociais, Arlete integrou a Comissão de Criança e Constituinte do Amazonas na elaboração da Constituição Federal de 1988 e foi presidente do Conselho de Gestores Municipais do Amazonas (COEGEMAS). Seu envolvimento se estendeu ao Conselho Regional de Serviço Social (CRESSAM/RR) e à Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPESS). Atualmente, é Conselheira do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas (CONSEA/AM) e coordena o Fórum Permanente de Afrodescendentes do Amazonas (FOPAAM).
Ao longo de sua vida, contribuiu significativamente para a implantação das cotas raciais no ensino superior, participando de comissões de heteroidentificação na UFAM, no Instituto Federal do Amazonas (IFAM) e na Defensoria Pública do Estado (DPE). Além disso, foi membro da Comissão da Pessoa Idosa da OAB/AM e do Comitê Antirracista do CRESS 15ª Região.
Publicações e Legado Cultural

Fotos: Reprodução
A professora Arlete Anchieta também se destacou como autora e pesquisadora. Em 2011, publicou “O Fim do Silêncio: A Presença Negra na Amazônia”, cuja segunda edição revisada e ampliada foi lançada em 2022. Mais recentemente, em 2024, publicou “Mulheres e Interseccionalidades: Vivências Amazônicas”, em parceria com a ABMCJ Região Norte, o Portal Mulher Amazônica e o FOPAAM.
Seu trabalho tem sido amplamente reconhecido. Em 2024, recebeu o Diploma de Cidadã Manauara pela Câmara Municipal de Manaus. Também foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Amazonas pelos 75 anos do Curso de Serviço Social no Estado e recebeu inúmeras homenagens por sua luta antirracista e pela defesa da segurança alimentar.
Maria Santana, idealizadora do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast, parabeniza Arlete Anchieta por sua trajetória inspiradora e seu compromisso inabalável com a luta por igualdade e justiça social. Maria Santana destaca que Arlete é um exemplo de força e dedicação, deixando um legado fundamental para as futuras gerações de mulheres amazonenses.
Neste Dia Internacional da Mulher, celebramos a vida e a trajetória de Arlete Anchieta, uma mulher cuja atuação impactou e segue impactando a sociedade amazonense. Seu compromisso com os direitos humanos, a igualdade racial e de gênero, a educação e a segurança alimentar a torna um exemplo de dedicação e resistência. Seu legado segue inspirando novas gerações a lutar por um Amazonas mais justo, inclusivo e igualitário.
Que sua história continue sendo contada e reconhecida, servindo de inspiração para todas as mulheres que buscam fazer a diferença no mundo. Parabéns, Arlete Anchieta, pelo seu incansável trabalho e pela sua inestimável contribuição à sociedade amazonense.
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