Medidas foram tomadas para evitar superlotação em blocos e aumentar segurança em locais com maiores concentrações de foliões
O carnaval em São Paulo tem o desafio de evitar novos episódios de tumulto que envolveram megablocos, como os vistos no fim de semana passado. A superlotação no Parque do Ibirapuera e na Rua da Consolação levou a cantora Ivete Sangalo a interromper a sua apresentação na zona sul, enquanto que no centro o público foi pressionado contra grades de contenção, foliões passaram mal e tiveram de subir em beirais e banheiros químicos para fugir do aperto.
Após críticas, a Prefeitura da capital e a Secretaria da Segurança Pública do Estado anunciaram medidas com a promessa de melhoria na organização. Em nota, a gestão municipal defendeu que o pré-carnaval “foi um sucesso”, sem registro de incidentes graves. Também afirmou que o carnaval da cidade “cresce a cada ano e a administração reorganiza sistematicamente todos os espaços que podem ser ocupados pelos foliões, já que cada vez é maior o número de pessoas que aproveitam a festa”.
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Mais seguranças e controle de acesso

Entre as medidas que entram em vigor neste sábado, estão o aumento do efetivo das forças de segurança nos megablocos. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que buscou “alinhar novas medidas para aprimorar o fluxo de pessoas durante o período de carnaval”. “As ações de policiamento preventivo e ostensivo seguirão reforçadas. Pela PM, serão 5.200 policiais diariamente nas ruas, além das atividades de monitoramento em tempo real”, declarou.
Também haverá controle de acesso do público mais rígido nos megaeventos, restringindo a entrada de foliões após a capacidade máxima do circuito ser atingida. A ideia é realizar um esquema similar ao que foi feito no Ibirapuera para outros trajetos de megablocos. Gradis de metal móveis serão usados apenas para limitar a entrada de novas pessoas, sem impedir a saída. “Todos os circuitos de megablocos, incluindo o Ibirapuera, terão controle de acesso com revista realizada por seguranças privados, com apoio da GCM e da Polícia Militar, além de monitoramento por 482 câmeras do Smart Sampa e 23 drones”, afirmou a Prefeitura.
Agentes nos trios para evitar paradas
A avaliação das autoridades foi de que o tumulto no domingo de pré-carnaval, 8, na Rua da Consolação foi causado pelo excesso de paradas no bloco Skol, cuja principal atração era o DJ Calvin Harris. “Tivemos problema porque, na parada do trio, as pessoas querem ficar em volta. Tinha espaço para as pessoas em toda a extensão, mas, quando o trio fica muito tempo parado, as pessoas querem estar ali do lado e isso acaba gerando problema”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na segunda. Para evitar novas interrupções nos percursos, um representante da Prefeitura ficará dentro dos trios de cada megabloco coordenando o andamento dos carros. Prefeitura também determinou que postos de saúde fiquem dentro do próprio circuito de todos os megaeventos na cidade.
Megablocos no Ibirapuera
Fotos: Reprodução/Google
A Prefeitura mudou o esquema para os megablocos no Ibirapuera: o trajeto na Avenida Pedro Álvares Cabral terá mais duas rotas de saída, uma pelo estacionamento do prédio da Assembleia Legislativa e outra pela Rua Abílio Soares. Foi justamente próximo à Alesp onde houve mais empurra-empurra no cortejo com Ivete Sangalo no sábado de pré-carnaval, 7. Os postos de saúde também foram reposicionados dentro do próprio circuito. O Ibirapuera chega ao carnaval deste ano como o maior circuito de megablocos da cidade, com até três desfiles por dia. A lista deste carnaval traz desfiles de grandes blocos paulistanos, como Vou de Táxi, e artistas nacionais populares, como Michel Teló, Lauana Prado, Gustavo Mioto, Gloria Groove e Pabllo Vittar.
Como o Estadão mostrou, um estudo da Fundação Para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) contratado pela Prefeitura em 2021 chegou até mesmo a estimar a capacidade do circuito da Avenida Pedro Álvares Cabral. O material apontava um potencial de receber 290 mil pessoas, incluindo uma “renovação” de parte do público ao longo do desfile.
A estimativa considerava, contudo, que apenas a área mais próxima do trio elétrico teria altíssima densidade, enquanto o restante do espaço seria de média e baixa aglomeração de pessoas. Situação distinta tem sido registrada em desfiles nos últimos anos da folia, com público maior e mais apertado mesmo quando distante do bloco.
Fonte: com informações IstoÉ
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